domingo, 27 de dezembro de 2015

Vencedores dos últimos passatempos!

Boa noite Encruzilhados/as!,

Como sabem, andamos a meio gás, pelo que os resultados dos nosso últimos passatempos só agora estão a vir à luz do dia.



Em sorteio no blog durante o mês passado tivemos 3 livros. "Hora Solene" de Nuno Nepomuceno é o fim da trilogia Freelancer e um livro que será certamente muito acarinhado pelos fãs do autor. Este exemplar já tem casa e será enviado para Celina Rodrigues, do Bombarral!



Com a Penguin Random House Portugal, tivemos em sorteio dois livros, "Pura Coincidência" de Renée Knight (Suma de Letras Portugal) e o caderno interativo "Vira a Página - Actividades para te livrares do teu Ex", de Rebecca Béltran (Arena PT). A grande vencedora foi Maria Martinho, de Caneças!

Aos que ainda não conseguiram desta vez, não desanimem. Podemos ter mais passatempos em breve!

Boas leituras (e toca a juntar estas sugestões às compras de Natal)!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Opinião: Um Desejo por uma Estrela, Trisha Ashley



Um Desejo por uma Estrela
de Trisha Ashley
 
Edição/reimpressão: 2015 
Páginas: 468
Editor: Quinta Essência
  




Resumo: 
A vida de Cally, mãe solteira, gira em torno da filha Stella. Já se conformou com o facto de que o único romance que vai viver é o das comédias românticas a que assiste. Com o trabalho que a mantém bastante ocupada, e com a filha, não tem tempo para sequer pensar sobre o amor. Mas a vida torna-se bastante difícil quando Stella adoece. Tentar conciliar o seu trabalho como escritora de receitas com o ter cuidar de Stella é muito desgastante e, quando Cally conhece o belo pasteleiro Jago, a última coisa que quer é apaixonar-se, especialmente depois de ter ficado bastante escaldada com um Príncipe Encantado do seu passado. Conseguirá o descontraído e charmoso Jago abrir o coração gelado de Cally e ajudá-la a encontrar o verdadeiro amor?
Rating: 3/5

Comentário: A primeira vez que Trisha Ashley me passou pelas mãos, também foi na altura do Natal. "Noite de Reis" é dos livros de época natalícia mais enternecedores que já li até hoje e transpira o espírito da quadra por todas as páginas. Foi nessa busca por um momento de descontração aconchegante, festivo, docinho e bem recheado de momentos quentinhos que procurei por "Um Desejo por uma Estrela".
Este livro começa precisamente na quadra natalícia e julguei que fosse continuar nesse registo mas, e desculpem-me o pequeno spoiler,  foi e veio com tanta rapidez que quase que nem dei por ela. Fiquei um bocadinho contrita mas decidi dar-lhe uma oportunidade. Cally e Jago são sem dúvidas personagens simpáticas, daquelas a quem desejamos o melhor - não só porque a vida possa estar a ser ingrata com algum mas porque pessoas boas merecem coisas boas. A forma como estes se entrecruzam também tem a sua piada e construção da sua relação faz-se de forma natural e sem preâmbulos de paixões assolapadas, ganhando aqui pela originalidade. Faltava no entanto um desenvolvimento de personagens menos arrastado, porque algumas situações tornaram-se inverosímeis e até totalmente despropositadas, fazendo que a relação perdesse credibilidade durante a leitura e que o seu desfecho se tornasse desinteressante. Os clichês e as coincidências excessivas também trouxeram algum cansaço, pelo que poderiam ter sido melhor lapidados.
Outro dos pontos fortes de Trisha são as personagens secundárias, sempre múltiplas, sempre com acrescentos únicos para o enredo principal, numa colorida manta de retalhos que traz magia e (bem dito truque) distrai os/as leitores/as das falhas da narrativa principal. Há personagens deliciosas, desde o responsável religioso local, à senhora de idade que vive na casa de repouso. Todos são únicos e os rasgos de história e das suas estórias que acabam por brilham vários pontos da narrativa trazem um novo alento.
No entanto, o livro foi pautado por diálogos por vezes desenxabidos e forçados, que nada atribuíam ao enredo. A repetição constante também me começou a maçar a determinada altura. Já não podia mais ouvir falar de macarrons, e crouquembouches, que página sim página não eram referidos umas quatro ou cinco vezes.
Relativamente à gastronomia, ela está presente, mas não brilha nada apesar de ser constantemente falada. Parece um paradoxo mas não é. Os romances que geralmente abordam estas temáticas não devem tornar-se livros de culinária mas é importante que o amor pelos alimentos acabe por passar para o/a leitor/a e não sinto que tenha sido conseguido neste caso.
Ainda assim, a vila onde se localiza maioritariamente o enredo é deliciosa e cheia de peculiaridades, a Stella uma miúda amorosa (com muitas respostas e diálogos que nunca seriam atribuídos a uma miúda de 3 anos, mas ainda assim um doce) e todo o envolvimento da aldeia um doce para ser servido de bandeja no Natal.
E o Natal regressa à localidade!: aí sim, finalmente, vive-se o espírito de convívio, paz e união necessários para esta quadra. Feliz Natal a todos e a todas!

 
Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Opinião: O Homem que Mordeu o Cão - Os Clássicos, de Nuno Markl


O Homem que Mordeu o Cão - Os Clássicos
de Nuno Markl
 
Edição/reimpressão: 2015 
Páginas: 334
Editor: Objetiva
  



Resumo: 
O Homem que Mordeu o Cão – Os Clássicos" é uma compilação das melhores histórias alguma vez publicadas em livro e de alguns textos inéditos.
O primeiro livro do Homem que Mordeu o Cão, publicado em 2002, já vendeu 160 mil exemplares. A rubrica da rádio comercial "O Homem que Mordeu o Cão" está no ar desde 1997 e tem uma legião de fãs incondicional e muito atenta.

Rating: 3/5

Comentário: Nos últimos dois anos, passei a acompanhar mais de perto o trabalho de Nuno Markl, devido ao programa matinal da Rádio Comercial. Acho-o com pinta, e com sentido de humor (especialmente quando não é forçado e tenta ser forçosamente engraçado), pelo que o programa no todo, e as crónicas do Homem Que Mordeu o Cão são um bálsamo (pelo menos) semanal para descontrair e aliviar o stress. Esta compilação corresponde às estórias mais mirabolantes, divertidas, insanas, caóticas, irreais e incompreensíveis que já passaram pel' O Homem Que Mordeu o Cão. Na verdade, e porque são registos do que nos é apresentado na rádio diariamente, é fácil ouvir a voz do Markl em todos os relatos, com as entoações acertadas, as cadências nos sítios certos, o que só torna tudo isto mais vívido quando as lemos. Quanto às crónicas escolhidas, não sei se serão as melhores para integrar os clássicos, até porque do bizarro vive a Internet diariamente e já não nos espantamos facilmente. Serviram para entreter de qualquer forma e enquadraram bem as várias categorias criadas. Os desbloqueadores de conversa são os que menos me fazem sentido, pelo que acho-os dispensáveis, mas pelo menos serviu-me como uma leitura noturna para descomprimir e curar uma noite de insónias.

 
Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Opinião: Pura Coincidência, de Renee Knight



Pura Coincidência
de Renee Knight
 
Edição/reimpressão: 2015 
Páginas: 304
Editor: Suma de Letras 
  



Resumo: 
E se de repente se apercebesse de que é o protagonista do aterrador romance que está a ler? Catherine tem uma boa vida: goza de grande sucesso na profissão, é casada e tem um filho. Certa noite, encontra na sua mesa de cabeceira um livro com o título "O perfeito desconhecido". Não sabe como terá ido parar ao seu quarto ou quem o terá ali posto. Ainda assim, começa a lê-lo e rapidamente fica agarrada à história de suspense. Até que, depois ler várias páginas, chega a uma conclusão aterradora.
O perfeito desconhecido recria vividamente, sem esquecer o mais ínfimo detalhe, o fatídico dia em que Catherine ficou prisioneira de um segredo terrível. Um segredo que só mais uma pessoa conhecia. E essa pessoa está morta.

Rating: 3/5

Comentário: Não tenho por hábito ler muitos thrillers, talvez porque geralmente não me causam o grau de ansiedade e expectativa que as adaptações cinematográficas do género me costumam provocar. No entanto, gosto sempre de dar chance a novos autores e novas autoras, assim como deixar-me render por um género que nem sempre exploro da melhor forma. Basta a dose certa de personagens marcantes, mistério e a boa condução da acção para garantir que vou querer lê-lo até ao fim (especialmente se não desvendar o segredo do enredo antes).
Pura Coincidência é daqueles livros com uma sinopse intrigante que nos faz questionar o que é que virá na próxima página. A ideia de que podemos pegar num livro e um flash de reconhecimento passar por nós, indicando que conhecemos a vida a ser descrita - exactamente por ser a nossa - é particularmente estranho e peculiar, para além de algo arrepiante. Por esse motivo, não pude ignorar o pânico de Catherine, especialmente atendendo a que esta ainda carrega um segredo adicional, mas que continua incógnito para o leitor quase até ao fim.
O livro é narrado sob duas perspetivas, uma na voz da Catherine, tão presente e límpida que nos sentimos perto do seu drama e receios. A segunda voz é misteriosa, carregada de crueza e ódio, malvadez e avareza, desconhecida e pouco palpável, até se ir tornando corpórea à medida que a trama avança.
Essa dualidade de perspetivas ajudou a criar expectativas e dúvidas durante a leitura, nunca ficando muito claro sobre o que estava a ser discutido, mas principalmente quem estaria a dizer a verdade. É caso para assegurar que, em última instância, cada história pode ter mais do que uma versão...
Este acaba por ser um livro de redenção e de descoberta, de pazes com o passado e de libertação, de revelações sombrias e de reinvenção do ser humano, sob as suas diversas camadas.
Catherine acaba por ser uma mulher complicada, que não conseguimos perceber nem nos sentir a si ligados em nenhuma ocasião, especialmente porque apesar do sentimento de pânico por si sentido ser latente, os segredos que ela esconde do marido também ao leitor e à leitora são vedados, pelo que o olhar desconfiado nunca abandona a sua narrativa, ainda que um certo traço de compaixão, ou não fosse perceptível o sentido de desespero que dela emana. A sua relação com o marido e o filho é um pouco errática, confusa e não muito honesta, para ser franca, mas o mesmo se procede no sentido oposto.
Já o autor da segunda voz é ainda mais complexo, desconcertante e desconfortável de conviver de perto, pelo que não existe um momento em que como leitores e leitoras, nos sintamos perfeitamente confortáveis na presença de nenhum deles.
O desfecho deste enredo revela-nos o habitual volte face neste tipo de género literário, ainda que nunca me passou pela cabeça que o desenrolar dos acontecimentos tendessem naquela direção. Foi uma autêntica surpresa, e desta vez certamente não suspeitei de nada. Cumpre os requisitos de um livro do género, ainda que apesar de tudo não me tenha conseguido cativar a fundo (provavelmente devido a essa ausência de conexão com as personagens).

 
Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Passatempo: A Hora Solene, de Nuno Nepomuceno

Se ainda não conhecem a trilogia Freelancer, ainda vão muito a tempo!

O Nuno é mais um escritor desta nova geração de autores em Portugal, e que merece ser acompanhado de perto. Com uma trilogia completa, ainda tem muitas cartas para dar que queremos seguir de certeza.

Travei conhecimento com as obras do Nuno mesmo antes de o conhecer, quando ganhei o primeiro livro desta trilogia - "O Espião Português" - através de um passatempo. No entanto, foi a simpatia, a humildade e o interesse do Nuno que me fizeram querer mergulhar neste enredo. Se quiserem saber o que achei deste livro, podem ver aqui o link. Não me arrependi nada e fiz questão de o apoiar publicamente, através deste blog. Temos de facto talento dentro de casa (leia-se no nosso país, e quer tenha ou não apoio dos grandes grupos editoriais em Portugal, merece chegar a todos quanto possível. Principalmente porque é bom e tem potencial para crescer e se tornar melhor. Parabéns Nuno, por este sucesso! Um trabalho intensivo de 12 anos, concretizado em papel e ao alcance de todos os leitores, merece todo o mérito. Para além de que não é todos os dias que vemos séries policiais escritas por cá, de âmbito comercial mas entusiasmantes, a chegar ao mercado.

"A Hora Solene" teve uma iniciativa de promoção bastante engraçada por parte do autor. Começaram a chegar a casa de alguns bloggers cartas anónimas com mensagens, para despertar curiosidade. Claro que os mais atentos (ou melhores espiões) depressa descobriram. mas foi delicioso de partilhar convosco e ver quem também acertava.

Alguns exemplos: 


Isto tudo para vos dizer que queremos que um/a de vocês faça parte desta aventura, e se habilite a ganhar um exemplar de "A Hora Solene", o desfecho da trilogia Freelancer. Basta que respondam às perguntas, como habitualmente, e façam figas! Mais informação sobre o livro aqui.

Regras do passatempo
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 28 de novembro de 2015.
2) Todos os dados solicitados (incluindo Nick de Seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal Continental e Ilhas).
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail.
5) O Encruzilhadas Literárias e/ou a Editora não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT nas encomendas enviadas.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Opinião: Virus Mortal, de James Dashner





Virus Mortal
de James Dashner
 
Edição/reimpressão: 2015 
Páginas: 126
Editor: Editorial Presença 
  



Resumo:
Antes de a CRUEL existir, de a Clareira ser construída e de Thomas ter entrado no Labirinto, os fulgores do Sol atingiram a Terra, arrasando o planeta e dizimando grande parte da humanidade.

Mark e Trina estão entre os sobreviventes que agora lutam por uma existência em condições precárias nas pequenas comunidades que se formaram nas montanhas. Mas se eles achavam que a situação em que se encontravam não podia piorar, estavam enganados. Um inimigo surge, infetando a população com um vírus altamente contagioso e mortal. Ninguém parece ser imune. Porém, Mark e Trina estão convencidos de que existe uma maneira de travar a pandemia e estão determinados a encontrá-la. O futuro dos sobreviventes pode estar nas suas mãos…

Vírus Mortal é a prequela de Maze Runner e um livro indispensável para todos os fãs da série.

Rating: 3/5

Comentário: Quem lê uma trilogia de que goste muito, invariavelmente não quer sair dela. E por isso sempre que nos surgem prequelas, novelas e estórias adicionais, qualquer fã lhes salta em cima. Foi o que aconteceu com "Vírus Mortal", de James Dashner. Tendo ficado rendida à trilogia Maze Runner devido ao segundo livro da mesma, tinha muita curiosidade com este volume, especialmente tratando-se de uma narrativa de antecede em vários anos os acontecimentos que nos são apresentados no primeiro volume da trilogia. Após uma leitura frenética e bastante rápida (uma vez que a escrita do autor continua fluída, corrente e intuitiva como sempre), tenho a dizer-vos que pode ser necessário reajustar as expectativas perante este volume.
A verdade é que toda a estrutura se aproxima mais de uma novela do que de um livro no sentido apropriado, pelo que a abordagem das temáticas é por vezes breve e superficial, assim como a estrutura não é a mais eficaz e complexa. Por esse motivo, este é um livro extremamente focado nas suas personagens principais, dando-lhes nuances mas nunca aprofundando como esperado, através das quais experimentamos o mundo envolvente (sendo esse o único ponto de contacto com a contextualização criada). Existem alguns momentos que, embora perceptíveis para o leitor sobre o que poderá ter acontecido, ficam de certa forma em aberto, o que num livro com uma construção ditada para tal, não aconteceria também.
Neste cerco, gostava de ter obtido uma visão mais clara do mundo de Mark e Trina, uma vez que fica claro que mesmo antes dos Fulgores e de tudo o que aconteceu, a realidade base não é semelhante à do nosso mundo atual, faltando uma contextualização que o justifique e/ou pelo menos explique de forma mais fundamentada.
Ainda assim, as passagens em prolepse foram bastante pertinentes para o enquadramento desde o aparecimento dos Fulgores até ao momento corrente corrente da narrativa, criando um bom complemento.
Não obstante, é um livro que constitui uma narrativa interessante à luz do que já conhecemos como respeitante à trilogia, e que obriga o leitor a todo o instante a procurar os tais elementos de ligação que justiquem/ enquadrem as conexões já existentes ou que possam vir a existir entre esta prequela e o universo da trilogia.
Quanto às persoangens, Mark e Trina são dois adolescentes que já passaram por muito. As sua interligação, a forma como interagem com outros semelhantes e que passaram pelas mesmas situações ou outras parecidas é bem interligada. Demonstram preocupações de quem já passou por muito e que encara a realidade simultaneamente como um milagre mas possivelmente uma maldição, atendendo à falta de respostas, motivações e razões para que um mar de desgraças constantes os tenha levado a reagir nos últimos tempos. Os poucos elementos do acampamento que também acabamos por conhecer assim o demonstram, não esquecendo no entanto que continuam a ser adolescentes e que, como tal, a maturidade emocional e a inteligência por vezes a esta associada possa não ser das mais desenvolvidas. No entanto, são estas dúvidas da adolescência que de alguma forma apoiam a necessidade de estabelecer a normalidade no caos, que os torna mais humanos e capazes, e que atribui a esperança de um futuro mais risonho.
No fundo, Virus Mortal é um bom livro de entretenimento quando visto segundo a perspetiva atrás indicada. Não considero que seja preponderante ou necessário para a leitura da trilogia, mas os seus fãs poderão querer dar-lhe uma vista de olhos.

«Estas e outras novidades no site da Editorial Presença aqui»

 
Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Passatempo Novo com Apoio da Penguim Random House Portugal!

Nada como começar a semana com oferta de livros para sarar a neura da segunda-feira! Como sabem, a Penguin Random House Portugal é responsável por diferentes chancelas em Portugal, o que nos possibilita oferecer-vos um pack muito diversificado! Com um thriller de arrepiar, e um interactivo para se libertarem de relações passadas, têm diversão para o serão inteiro.

Pura Coincidência, de Renne Knight - Suma de Letras 
E se de repente se apercebesse de que é o protagonista do aterrador romance que está a ler? Catherine tem uma boa vida: goza de grande sucesso na profissão, é casada e tem um filho. Certa noite, encontra na sua mesa-de-cabeceira um livro de título O perfeito desconhecido.






Vira a Página, de Rebecca Béltran -  Arena PT
Um caderno de actividades diferente e divertido para esqueceres o teu ex. Se precisas de esquecer uma relação que correu mal, se não encontras o teu lugar neste mundo e acreditas que nunca vais mais recuperar a alegria de viver, abre este livro e vira a página!






Para participarem basta preencherem o formulário em baixo e atentarem às regras, como costume!

 Regras do passatempo
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 28 de novembro de 2015.
2) Todos os dados solicitados (incluindo Nick de Seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal Continental e Ilhas).
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail.
5) O Encruzilhadas Literárias e/ou a Editora não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT nas encomendas enviadas.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Opiniao: Peregrino, de Terry Hayes



Peregrino
de Tery Hayes

Edição/reimpressão: 2015
Páginas: 656
Editor: TOPSELLER






Resumo:  Uma corrida vertiginosa contra o tempo e um inimigo implacável.

Uma jovem mulher brutalmente assassinada num hotel barato de Manhattan.
Um pai decapitado em praça pública sob o sol escaldante da Arábia Saudita.
Os olhos de um homem roubados do seu corpo ainda vivo.
Restos humanos ardendo em fogo lento na montanha de uma cordilheira no Afeganistão.
Uma conspiração para levar a cabo um crime terrível contra a Humanidade.
E um único homem para descobrir o ponto preciso onde estas histórias se cruzam: Peregrino.

  
Rating: 2,5/5
Comentário: Nem sei bem como falar deste livro ou o que escrever sobre ele. Há muito tempo que não me sentia tão abanada após uma leitura, sem saber como colocar em palavras os motivos pelo qual ele me encheu as medidas ou não correspondeu às expectativas. Com Peregrino, a leitura trouxe-me ambas percepções, ficando ainda com menos (e mais) para escrever esta opinião. 
Gosto do facto da sinopse não indicar muito e deixar o leitor ansioso pela descoberta. Peregrino prima pelo mistério e pela procura constante por novas respostas e soluções, impondo uma atenção constante ao leitor para não se perder numa trama que acontece cheia de dualidades e questões para desvendar. As frases curtas, dispersas e simples, contam muito mais do enredo do que pareceria à primeira instância. Pode relê-las neste momento, mas vai continuar sem perceber nada, acredite. 
Acho que o enredo começou com o tempo certo, com uma acção chamativa, imediata, bombástica e intensa que nos desperta logo para o que vai acontecer. Se nos dizem que ao quinto capítulo já vamos estar apanhados, eu considero que já o estava ao terceiro. Um crime perfeito e uma personagem mistério, que nos fala mas que não revela nada de si, foram tudo o que precisava para aceitar que iria mergulhar numa corrida vertiginosa. 
No entanto, acabei por ficar um pouco desapontada, porque o autor redirecionou-se para uma estrutura narrativa completamente diferente, especialmente assente na contagem de estórias. Basicamente, somos iniciados numa trama em media-res sendo que acabamos por mergulhar no passado desta personagem, com o relato de excessivos detalhes que apoiam a construção deste homem mistério, mas que não acrescentam nada à acção inicial. Deu por mim muitas vezes a pensar "mas quando é que retornamos ao presente?", até porque considerando que a composição da trama onde o elemento principal é um homem representativo do mundo de espionagem tem por base também o desvendar do mistério, este era desenredado lentamente, com perícia mas muita morosidade, acabando por me aborrecer em determinadas alturas. Não porque não fosse bastante interessante, uma vez que Terry Hayes tem o dom de provocar a dependência no leitor, mas porque não se adequava ao tipo de livro que esperava encontrar. 
Dessa forma, apesar de ir acompanhando com interesse o desenrolar das tramas paralelas e passadas senti que o elemento-chave e surpresa se fosse perdendo. 
A introdução do Sarraceno é brilhante, embora a ideia de que todo o seu percurso é do total conhecimento do Peregrino, quando em quase nenhuma parte da narrativa se refletem essas descobertas, fosse um bocadinho demais. 
Um anti-herói mas brilhante, sofrido mas conquistador de vitórias e de ideias, consegue pela primazia de apresentação até bater o nosso herói principal ao nível do brilhantismo e pelo intelecto. No entanto, e mais uma vez, toda a descrição do seu percurso que ocupa este livro torna-se excessiva em alguns momentos. 
Por esse motivo, é a partir da terceira e quarta parte do livro que o senti voltar à remessa inicial e ao prometido. A acção foi mais rápida, interligada, criando momentos expetantes e impulsionadores da acção em cada página. Nesse sentido, gabo a capacidade de Tery Hayes de reinvenção e de capacidade de recuperar a promessa perdida. Ainda sobre o enredo, no entanto, descobri algumas interligações forçadas e até sem sentido, mesmo que justificadas, que deram por mim perdida e a questionar-me em que direcção quereria o autor levar o livro, antes de o tornar em algo sem sentido. A verdade é que ele conseguiu dar a volta, de forma a deixar pontas soltas para o que muito suspeito ser uma continuação para um futuro livro, mas que neste primeiro exemplar não fez sentido nenhum senão encher páginas e fazer o leitor perder tempo. A ligação entre Nova Iorque e a Turquia, as personagens escorregadias que aparecem só para embelezar um livro que eventualmente beneficiaria mais da sua ausência deixaram-me algo confusa. 
Valeu-me este Peregrino, complexo e premeditado, ausente, ansioso, afectivo e apaixonado para desencadear um interesse inusitado pelo livro. Paradoxalmente e em total contraposição ao que referi anteriormente, as descrições de infância e dos familiares humanizaram esta narrativa, dando-me elementos pelos quais ansiar (ainda que na prática as duas narrativas constituam obras diferentes e que fariam todo o sentido em serapado).
No fundo, o livro até está magistralmente montado, mas falta a emoção secular e avassaladora que um livro deste género promete (e que não me deu de todo). Julgo que no fim o que ganha em toda a obra é o efeito surpresa constante. Pegando novamente no que escrevi no início, de facto toda a sinopse reflete este livro, mas de uma maneira que não é de todo esperada pelo leitor. E a única maneira de justificar esta afirmação é se pegarem no vosso exemplar e percorrerem estas quase 700 páginas.
De qualquer forma, o livro tem tido óptimas opiniões no mundo da blogosfera. Nesse sentido, recomendo-vos que leiam por vocês mesmo e que depois me venham contar o que acharam e (ou não) refutar esta minha opinião.


Cláudia
Sobre a autora:
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projecto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Resultado Passatempo: Virus Mortal, de James Dashner (Editorial Presença)

Boa noite Encruzilhad@s,

Já temos os resultados do nosso passatempo em parceria com a Editorial Presença no qual sorteamos um exemplar de Vírus Mortal de James Dashner.

Depois de termos eliminado todas as respostas erradas e com a ajuda do Mr Random podemos dizer que a nossa vencedora desta vez foi a Daniela Gonçalves de Castelo Branco.

Parabéns! Os teus dados já seguiram para a editora e em breve receberás o livro em tua casa.

sábado, 17 de outubro de 2015

Opinião: Doce Tortura, de Rebecca James


 Doce Tortura
de Rebecca James

Edição/reimpressão: 2015
Páginas: 384
Editor: Suma de Letras






Resumo:  
Quando Tim Ellison encontra um quarto barato para alugar num dos melhores locais de Sydney, parece um golpe de sorte: estará perto do restaurante onde trabalha e ainda mais perto do seu lugar preferido para praticar surf. Mas há uma condição para que possa arrendar o quarto:
Tim terá de fazer todos os recados à misteriosa dona do quarto, uma mulher muito reservada e pouco amistosa, que nunca abandona a casa.

Tim esforça-se cada vez mais por conhecer melhor a figura inquietante de Anna. A princípio muito reservada, ela começa a revelar-se aos poucos: a sua história, a sua tristeza, os seus medos paralisantes.
É então que começam a acontecer coisas estranhas na casa: golpes a meio da noite, figuras inexplicáveis nas sombras, mensagens sinistras nas paredes. Tim assusta-se porque, ao mesmo tempo que o seu desconforto em relação àquela casa vai aumentando, crescem também os seus sentimentos pela bela e misteriosa dona da casa.

Que tipo de pessoa será Anna London: alguém que merece compaixão, alguém para amar ou alguém para temer?
  
Rating: 3,5/5
Comentário: Bem, esta sinopse certamente promete! Quando recebi este livro de surpresa para leitura e opinião da Penguin Random House Portugal, fiquei naturalmente contente com o gesto mas torci o nariz quando li do que se tratava. A verdade é que gosto de thrillers, mas este aparentemente puxava ao sobrenatural, o que não é de todo a minha praia.
De qualquer forma, parti de mente aberta para a estória, uma vez que nunca se sabe se não nos deixamos envolver por personagens ou pelo estilo dos autores. 
Rebecca James tem, afinal, uma escrita muito fluída e envolvente, misturando doçura com um toque de acutilância que nos prende às páginas e faz querer continuar a leitura. A envolvência do leitor nasce página a página, contemplando personagens apresentadas sob mistério enevoado, com suspeitas e peças a saltar de forma cíclica, criando um novelo fixador de atenção e curiosidade.
Seguindo essa linha, é credível que o enredo tenha sido uma surpresa, não só por tender numa direção que não esperava, mas porque, tal como as suas muitas personagens, muitos dos acontecimentos pareciam desajustados de uma forma bastante confortável, mas paradoxalmente fazendo todo o sentido. Os momentos de dor, de angústia e de paranóia, as imersões num mundo inabalado (ou muito abalado, conforme as perspetivas), as invasões de espaços íntimos, memórias e lembranças mas também as redescobertas dos pequenos prazeres que constituem a vida humana são abordados por Rebecca James com perícia, embrenhando-nos num mundo que de facto não conhecemos, mas que estranhamente vai fazendo sentido. 
Não deixo de considerar pequenos momentos do enredo algo forçados e até despropositados, ficando no fim a certeza de que algo não encaixa na totalidade (da mesma forma que as personagens não encaixam na mansão), mas que ainda assim acaba por ser o fim que esperamos. No fundo, a autora consegue incutir a estranheza das suas personagens e do enredo ao leitor, ficando certo de que não existirá uma abordagem certa a este livro. 
E por falar em abordagem, colocar Tom e a sua voz descontraída mas que nunca deixa de indagar e o seu lado bonacheirão e desacompassado (com uma sensibilidade e acutilância) como voz principal, foi uma aposta ganha neste livro. A sua vida relaxada (ainda que com questionamentos) foi a confrontação ideal para Anna e a sua frágil redoma de receios, permitindo que estes desajustes se imiscuíssem numa fachada estanque, mas num desejo único de mudar. 
Penso ter sido interessante também ver o livro contado a duas vozes, especialmente quando uma delas é totalmente opaca para o leitor quando tida numa das perspetivas, embora se pudessem ter evitado algumas repetições de construções de uma para outra. 
O final foi também um pouco apressado, pelo menos na construção final. Era esperado, mas gostava de o ver mais desenvolvido, uma vez que o climax que nos chega não é causa imediata para os resultados elaborados nas últimas páginas. Faltou-me mais da Anna e do Tim nelas, para além das transformações óbvias na vida de ambos. Faltava alguma profundidade, alguma explicação para certas construções que foram sendo colocadas ao longo do livro como chamarizes e também um sentido de conclusão (mesmo que tendo um final aberto) que me pudesse soar mais favorável.
Ainda assim, foi um livro de uma frescura incrível, pelo menos atendendo às minhas leituras este ano, o que acabou por me surpreender pela positiva. 
Uns tempos passados da leitura, já não sei precisar se as 3,5 estrelas são atribuídas ao livro pela qualidade, se pelo prazer de leitura, mas sendo uma ou outra, tenho a dizer que esta Tortura foi sem dúvida, muito Doce (mas não é melosa, não se preocupem!).

Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projecto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Projeto Adamastor Procura " Os Melhores Romances Escritos em Língua Portuguesa"!

 
O Projecto Adamastor, encontra-se de momento a dinamizar uma votação intitulada «Os Melhores Romances Escritos em Língua Portuguesa». A intenção dos coordenadores do projeto é elaborar uma lista dos melhores romances de autores lusófonos, tendo como base os maiores peritos: os leitores.
 
Para participarem nesta recolha, basta que preencham o formulário cujo link é disponibilizado em baixo e deixarem boas sugestões literárias em língua portuguesa!

"Nos dias que correm a proliferação das listas é um facto incontornável, e a literatura não escapa a essa tendência. Apesar do seu carácter muitas vezes redutor, as listas são um óptimo pretexto para uma discussão acerca de livros, assim como uma forma de divulgar boa literatura, algo que não poderia estar mais de acordo com os objectivos do Projecto Adamastor.
Assim sendo, resolvemos elaborar uma lista dos melhores romances em língua portuguesa, com base numa votação que decorrerá ao longo dos próximos meses, e em que qualquer leitor poderá contribuir com a sua opinião.
 [...]
Para participar basta preencher o formulário abaixo apresentado, indicando dez romances de autores lusófonos, por ordem de preferência, ordem essa que funcionará como principal ponderador no apuramento dos resultados finais; de notar que as escolhas podem ser editadas até ao final da votação.
A votação decorrerá até ao final do presente ano e os respectivos resultados serão anunciados em Janeiro de 2016."

 
Link para votarem aqui.
 

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Passatempo: Virus Mortal, de James Dashner (Editorial Presença)



Boa noite Encruzilhad@s!


Há muito tempo que não vos trazíamos um passatempo e por isso hoje estamos muito contentes com esta surpresa. A Editorial Presença mais uma vez alia-se ao Encruzilhadas Literárias e traz-vos uma óptima novidade deste outono!

Virus Mortal é a prequela da trilogia Maze Runner (com o segundo filme agora nos cinemas não têm desculpa para não ler!!) e um dos livros muito esperados pelos fãs do autor. Com 4,1 estrelas na Amazon, viu os seus direitos vendidos para cerca de 43 países.

Habilitem-se a este livro espectacular e preenchar o formulário que se segue (sem esquecer o cumprimento das "regras")!


Resumo: Antes de a CRUEL existir, de a Clareira ser construída e de Thomas ter entrado no Labirinto, os fulgores do Sol atingiram a Terra, arrasando o planeta e dizimando grande parte da humanidade. Mark e Trina estão entre os sobreviventes que agora lutam por uma existência em condições precárias nas pequenas comunidades que se formaram nas montanhas. Mas se eles achavam que a situação em que se encontravam não podia piorar, estavam enganados. Um inimigo surge, infetando a população com um vírus altamente contagioso e mortal…

James Dashner nasceu no estado norte-americano da Georgia, em 1972. Concluiu a licenciatura na Brigham Young University e em 2003 publicou o seu primeiro livro, A Door in the Woods. É também autor, entre outros títulos, da série The 13th Reality e da aclamada série Maze Runner que é bestseller do New York Times e que se encontra publicada em mais de 40 países. Os dois primeiros volumes da série foram adaptados ao grande ecrã. Vírus Mortal é a prequela que os fãs da série aguardavam.

«Estas e outras novidades no site da Editorial Presença aqui» 

Regras do passatempo
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 18 de outubro de 2015.
2) Todos os dados solicitados (incluindo Nick de Seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal Continental e Ilhas).
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail.
5) O Encruzilhadas Literárias e/ou a Editora não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT nas encomendas enviadas.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Opinião: Confissões de Catarina de Médicis, de G.W. Gortner


Confissões de Catarina de Médicis
de G.W. Gortner

Edição/reimpressão: 2015
Páginas: 400
Editor: Topseller





Resumo:  
Pela voz da própria Catarina de Médicis, C. W. Gortner relata-nos a extraordinária viagem de uma das mais amaldiçoadas, incompreendidas, mas também mais poderosas e controversas mulheres da História. Para uns ela foi uma rainha impiedosa que conduziu França através de uma era de violência sangrenta. Para outros foi uma salvadora apaixonada da monarquia francesa.
Última descendente legítima da ilustre linhagem dos Médicis, foi prometida ainda adolescente a Henrique, filho de Francisco I de França, e enviada de Itália para um reino desconhecido, onde foi ofuscada e humilhada pela poderosa amante do marido, Diana de Poitiers. Perseverante, Catarina lutou por criar o seu papel no reino que lhe pertencia por direito, com uma força e determinação inatas que a transformavam numa mulher notável. Além de uma forte personalidade, Catarina possuía ainda, segundo testemunhos, visões premonitórias, as quais, aliadas à orientação do clarividente Nostradamus, a ajudaram a traçar as linhas do seu destino e da sua família. Mas no seu 40.º aniversário, Catarina enviúva e é deixada sozinha, com seis filhos jovens, como regente de um reino dilacerado pela discórdia religiosa entre católicos e huguenotes e as ambições desmedidas de uma família traiçoeira de nobres, os Guise.
Confiando apenas na sua tenacidade, Catarina toma o poder para garantir o trono dos filhos. Mas para salvar França, ela terá de sacrificar os seus ideais, a sua reputação e os segredos mais profundos de um coração agrilhoado.
«Os fãs de Philippa Gregory vão devorar este livro.» - Booklist

Primeiras páginas aqui.
  
Rating: 4/5
Comentário: Catarina de Médicis é uma personalidade histórica que sempre me despertou curiosidade. Primeiro, pelo nome e impacto tão conhecido que a sua herança familiar causou um pouco por toda a Europa. Depois, pela diversas personificações em séries e filmes, que certamente lhe atribuiram uma humanização negada nos preâmbulos da História, mas ainda assim nem sempre muito verídica ou com verosimilhança suficiente para ser encarado como um quadro real e um desfecho digno para esta rainha francesa de origem italiana. 
Foi portanto com curiosidade que peguei no livro "Confissões de Catarina de Médicis", ainda que também com alguma relutância (por já me ter sentido defraudada com livros do género no passado...). 
Confesso que não fiquei nada desiludida! G. W. Gortner tem um estilo criterioso de introdução de elementos históricos e factuais, entrelaçando-os com suspiros ficcionais mas de extrema qualidade, não descurando um universo e outro numa ligeireza que revela práctica e enlevo. De facto, achei que fosse estranhar e até desgostar a apresentação do enredo através da primeira pessoa, num género de livro de memórias. No entanto, a voz de Catarina de Médicis é forte e o elemento principal, centrando em si o romance de tal forma que o leitor se abstém desse pormenor. Sem excesso de emoções, sem encenações recambolescas e com um enorme equilíbrio entre personagens e cenários, este é um livro incrivelmente bem escrito. 
A descrição de Catarina de Médicis foi ainda conseguida ao nível de abordagem, uma vez que visualizamos as suas várias facetas ao longo dos anos, desde a menina insegura à mulher destemida e batalhadora, mas também complexa e cheia de nuances como se espera a qualquer ser humano. Nesse sentido, subentende-se em diversos momentos o porquê de toda a fama que esta personalidade recolheu, assim como o motivo pelo qual ela foi adquirindo várias facetas junto da sociedade e o mundo que a recebeu à época, Porque no fundo, Catarina de Médicis é tudo o que dizem dela, mas também o que não dizem, é-o no todo e parcialmente, e a sua rede intercalada de contactos, tramas, aventuras, perdas e desesperos, filhos amados e traidores, amantes, inimigos e confidentes é enorme, repleta de momentos de descoberta, que cobrem uma recontagem esplêndida da estória e da história de uma mulher grande da História europeia.
Acho que passei a admirá-la e ao seu percurso, e pretendo ler outra informação de não-ficção sobre esta personalidade. 
G.W.Gortner sem dúvida surpreendeu-me com o seu rigor histórico e literário, e é um autor a acompanhar futuramente!





Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projecto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Informação: Concurso Literário Lugares e Palavras de Natal

E à semelhança de anos anteriores, divulgamos este projeto coordenado por Mª Eugénia Ponte e João Carlos Brito!

Para quem gosta de escrever e adora o Natal assim como de celebrá-lo, surge aqui uma oportunidade de serem parte integrante da colectânea "Lugares e Palavras de Natal". Podem participar com contos ou poemas, desde que tenham como pano de fundo a quadra natalícia.Os trabalhos deverão ser entregues até 15 de outubro e o regulamento poderá ser consultado aqui:https://www.facebook.com/events/955218297881829/

domingo, 20 de setembro de 2015

Resultado do Passatempo: Doce Tortura, de Rebecca James

Olá malta encruzilhada! Esta procura de resultados foi difícil mas finalmente conseguimos achar uma vencedora que de facto quer o livro! Doce Tortura, de Rebecca James foi lançado em Portugal pelo grupo Penguin Random House Portugal, através da chancela Suma de Letras. 

Com o seu apoio, iremos enviar um exemplar para Braga! Parabéns Sónia Faria.

Para os restantes, estejam atentos aos próximos passatempos que nunca se sabe quando é que a sorte bate à porta :D

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Opinião: Os Muitos Nomes do Amor, de Dorothy Koomson



Os Muitos Nomes do Amor

de Dorothy Koomson

Edição/reimpressão: 2015
Páginas: 472
Editor: Porto Editora



Resumo:  
Clemency Smittson foi adotada em bebé, e a única ligação à mãe biológica é um berço de cartão com borboletas pintadas à mão. Agora adulta, e em constante conflito com sentimentos de perda e rejeição, decide mudar drasticamente de vida e voltar a Brighton, a cidade onde nasceu.
Mas Clem não sonha que é lá que vai encontrar alguém que sabe tudo sobre a sua caixa das borboletas e a verdadeira história dos seus pais biológicos.
E quando percebe que nem tudo é o que parece, e que talvez tenha sido injusta com aqueles que mais a amam, haverá tempo para recuperar o que foi perdido?

  
Rating: 4/5
Comentário: Dorothy Koomson já nos habituou repetidas vezes com enredos ricos no universo feminino. Mas apesar de contemplar sempre mulheres como personagens principais, a autora não se restringe a uma análise banal e atribui-lhes histórias ricas, complexas e cheias do mínimo detalhe, criando uma composição única e que de banal não tem nada.
De volta ao Reino Unido, desta vez pela mão de Clemency, a autora aborda no novo livro todas as constantes e contrastes do amor nas suas variadas vertentes, desde o respeito pelo próximo e a dor da perda, passando pelos laços da amizade, pela cumplicidade de anos de encontros e partilhas, pelo abdicar de decisões de benefício próprio em prol do outro.
De todos os livros da autora que já li, julgo que "Os Muitos Nomes do Amor" tem um cunho mais introspectivo e de espelho reflectivo para o leitor. De facto, e fugindo aos clichés habituais, Dorothy Koomson explora neste livro as relações humanas em todos os seus níveis trazendo surpresas e fazendo-nos reflectir não só sobre se tomaríamos o mesmo tipo de decisões que Clemency leva em diante em alguns momentos-chave, mas também sobre todas as pessoas da nossa vida que de alguma forma se poderiam associar por características comportamentais a algumas das personagens apresentadas. 
Senti também tratar-se de um livro muito mais íntimo, de análise das repercussões das decisões tomadas em momentos de necessidade, mas com uma abordagem delicada e muito humana. 
Clemency é uma mulher de quarenta anos assombrada pelo sabor da rejeição, nunca ultrapassado nem pela adopção numa família maioritariamente acolhedora nem pela aproximação dos que de lhe têm respeito e carinho. Algumas decisões menos ortodoxas de quem a rodeia, os olhares enviesados por parte de estranhos perante a apresentação da sua filiação, assim como a abordagem indelicada perante o assunto da adopção tornaram-na num patinho deslocado, esperando (pelo menos interiormente) que ou se esqueçam da sua presença ou que o processo de transformação num cisne ocorra depressa. 
Apesar de nem sempre matura ou com comportamentos ditos adequados para a sua idade, Clemency representa ao longo das várias páginas todas as avaliações menos delicadas que lhe fizeram ao longo dos anos, assegurando que por vezes, pequenos momentos têm repercussões imensas e variadas na definição do carácter de cada um. 
Achei bastante interessante a relação que a personagem tinha com a mãe (que sendo única e especial, representava também a necessidade extenuante de corresponder a expectativas, de saber lidar com um amor muito pessoal e por vezes possessivo - especialmente devido ao medo da perda - mas que em última instância expressava sacrifico e falhas de comunicação), que variadas vezes representou a relação entre várias mães e filhas representadas em muitas páginas de livros e ecrans de cinema, sendo certamente fundamentadas por momentos pitorescos da vida real.
A relação com o marido também foi digna de nota, especialmente por ter seguido um percurso diferente do habitualmente definido pela autora nos livros dela, mas também por abordar com um tacto especial o deslevo da mentira ou da traição, que nem sempre é o que parece, mesmo não deixando de o ser. 
Senti que o encontro com a família biológica foi muito inicial e abrupto, sem existir ainda uma condução real para o desenlace, que mas esse atropelo temporal foi propositado, de forma a que a cada página fosse lançado um novo pedaço de uma construção para o climax de uma emancipação planeada, desejada e necessária para o transformar do enredo. 
A um outro nível, em vários momentos do livro são introduzidos alguns emails, sempre do mesmo remetente para o mesmo receptor, que ainda que querendo introduzir outro ponto de vista no enredo, não me forneceram assim tantos detalhes que não pudessem ter seguido o percurso do restante livro. Apesar de não os achar particularmente inúteis, o facto de ser um contacto unilateral, mesmo quando nos apercebemos que existe um certo tipo de resposta da voz ausente, acaba por não fazer muito sentido na minha opinião, quebrando até por vezes o ritmo da história. 
Tirando esse pormenor, é mais um livro cheio, repleto de maneirismos típicos da autora que já marcam o seu registo, mas ainda assim como condão que incutir alguma originalidade na narrativa. 
Em última instância, "Os Muitos Nomes do Amor" é um livro de redenção, em que os afectos falam mesmo mais alto, mesmo quando não compreendidos, quando explorados por alguém indevido ou quando na sua posse, não existe domínio próprio que indique o que fazer com eles. Desde o mesmo da dádiva, à exploração do desconhecido e à compaixão pelo próximo, Dorothy Koomson traz-nos todas as cores do perdão, da redenção, do amor desmedido e da força dos laços, que familiares ou não, biológicos ou não, definem os próximos passos da vida de cada um de nós.

Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projecto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Opinião: Ondas de Calor, de Richard Castle



Ondas de Calor

de Richard Castle
 
Edição/reimpressão: 2015
Páginas: 280




Resumo:  
No meio de uma vaga de calor, Nikki tem um desafio pela frente: desenredar o nó que lhe permitirá desvendar os segredos dos mais poderosos e decidir o que fazer perante a faísca escaldante que surgiu entre ela e Rook, o jornalista presunçoso e bem-parecido com a mania de que é polícia, que a acompanha nesta investigação.
  
Rating: 3/5
Comentário:   
A opinião que se segue pode conter alguns spoilers (embora não o sejam de facto para os fãs da série)
Em primeiro lugar, agradecemos ao Clube do Autor o envio deste exemplar para leitura e opinião isenta!
Castle é uma das poucas séries que ainda vou tentando acompanhar na actualidade. Sendo uma série criminal, como habitualmente gosto, mas especialmente pautada por humor, o escritor-detective nas-horas-vagas conseguiu conquistar-me com a sua boa disposição e confesso que até é por causa das suas teorias mirabolantes e da relação com a família e com os colegas de trabalho que continuo a acompanhá-la com regularidade. 
Essa essência é passada sem tirar nem pôr para Ondas de Calor, o primeiro livro da colecção Nikki Read, o que lhe confere toda a essência Castle que seria possível captar.
Para facilitar esta opinião, vamos pressupor que Castle é um autor de carne e osso e tal e qual a personagem que nos entra em casa pelo ecran através do AXN e que este livro foi genuinamente escrito por ele. 
Nesse sentido, diria que a Detetive Kate o deveria processar, porque mais que musa inspiradora, as aventuras de Nikke Read são totalmente autobiográficas, com uma pontinha de ficção e de concretização das fantasias do autor. Se retirarmos uma filha e trocarmos a profissão de jornalista pela de escritos, Rook (Castle) é igual a ele próprio. Fanfarrão e com gosto pela ribalta, com um sentido de justiça e respeito pelo próximo, bon vivant e conhecedor dos prazeres da vida, mas também vontade de partir para a acção e deter conhecimento (vasto) sobre tudo o que se passa à sua volta (ou não fosse poder todo o seu conhecimento e contactos imprescindíveis). 
A relação com Nikki (pelo menos no que respeita às primeiras temporadas) e com os Roach (e as suas piadas são mordazes mas geniais) é exactamente igual à da série, o que se poderia tornar aborrecido, não fosse o  facto de para mim esse ser o ponto forte da série, e logo do enredo. Apesar de tudo, os diálogos não são replicáveis e correspondem unicamente ao livro e ao caso que está a ser analisado, pelo que a esse nível, facilita um certo desprendimento do original para que nos foquemos exclusivamente no livro diante de nós. 
Outros elementos também se repetem: o assassinato da mãe de Nikki, a mãe excêntrica e actriz de Rook, a médica-legista amiga de Nikki, entre outros pequenos pormenores, que criam a ponte entre ecrã e página.
No que respeita à acção principal, o crime que despoleta a acção ao longo do restante livro é maioritariamente um jogo de pistas e dispensa de suspeitos, ao estilo do cluedo. Com alguma acção, mas não o suficiente para para nos deixar sem fôlego, centra-se no intelecto do/a leitor/a e foca-se em fornecer elementos que possam formar o puzzle cujo resultado desvendará o mistério. Neste sentido, apesar de uma panóplia de potenciais suspeitos e das interligações existentes entre eles que criaram um enredo interessante, cheguei facilmente ao/à culpado/a (não quero revelar a verdadeira identidade de quem for e estragar a vossa leitura). Poderia ter sido melhor construído nesse sentido e criar um motivo mais plausível. No entanto, como muitas vezes até na série adivinho e não não é completamente possível disassociar os dois universos, não fiquei muito aborrecida. 
Por fim, a química entre Nikki e Rook é na minha óptica a frustração de Castle a funcionar, obrigando-o a criar mecanismos fantasistas mas que poderiam ser reais, onde a cumplicidade, a atracção e o magnetismo estão presentes em todas as páginas. Algumas cenas são até escusadas, mas imaginando quem as escreve e as alegorias utilizadas, torna-se até cómico. Ao fim ao cabo, é um homem apaixonado com o dom para a palavra mas que não as sabe colocar em seu favor para o que realmente lhe importa!
Ondas de Calor é por todos estes motivos um livro de entretenhimento para os fãs de Castle e da série, que pode ser lido por quem não a segue, embora não tenha certamente a piada completa dessa forma. É um livro indicado para o verão, uma leitura leve e bem-disposta e que se verá junto a várias toalhas de praia.  
 
Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Review: Stay Up With Me, by Tom Barbash



Stay Up With Me
by  


Edition: 2014
Pages: 229
Editor: Simon & Schuster UK





Summary: 

The stories in Tom Barbash's evocative and often darkly funny collection explore the myriad ways we try to connect to one another and to the sometimes cruel world around us. The newly single mother in 'The Break' interferes with her son's love life over his Christmas vacation from college. The anxious young man in 'Balloon Night' persists in hosting his and his wife's annual watch-the-Macy's-Thanksgiving-Day-Parade-floats-be-inflated party, while trying to keep the myth of his marriage equally afloat. The young narrator in 'The Women' watches his widowed father become the toast of Manhattan's midlife dating scene, as he struggles to find his own footing.
The characters in Stay Up With Me find new truths when the old ones have given out or shifted course. Barbash laces his narratives with sharp humor, psychological acuity, and pathos, creating deeply resonant and engaging stories that pierce the heart and linger in the imagination.

Rating: 2/5

Review: 
I will start this review by saying that I received an online copy of this book through Netgalley in exchange of a honest review.

I admit that usually short stories are not for me. Even so, I like to give it a try from time to time and  I tend to find authors that make me fall in love with their work. For that reason and since Tom Barbash is so much praised, I wanted to give a try to the Stay Up With Me collection.
Unfortunately, I didn't find any connection with the stories and the characters. All of them all started with good premises that made me curious and anxious to keep reading but then there was always something missing to make them fully attractive and interesting to the reader.
In stories of this length, authors tend to go with open endings, specially because they mostly tell moments that are insert on daily basis lives. They are windows to someone existence and when the reader goes away, they are suppose to continue in their minds and in perpetual continuity. But still the reader needs to feel some closure to that small moments presented to him. The reader needs to feel connected to at least a little bit part of the story and to create empathy with the characters. And I couldn't do it with any of them.
I thought the short story about the party could have been one of them if the ending hadn't had such abruptness and wasn't so empty.
Besides that I still think I have to rate the book as 2 stars because I liked the concept, the beginning of the stories, the creativity behind it and the connection between the title's book and all the different themes in each story.

Cláudia
About the author:
 
Addicted to the library Claudia loves to read on the move and we can usualy find her sitting in a train or bus reading while commuting to and from work. But don't be fooled she is also keeping an eye on the landscape and all around her. She is an avid defender of sustainability and volunteering and it's as easy to find her starting a new project as it is to find her chatting with her friends. She is a dreamer and loves good stories so she keeps looking for them in her personal life.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Passatempo: Doce Tortura, de Rebecca James

Boa noite Encruzilhad@s!

Hoje acabamos o dia com uma fantástica surpresa. Em parceria com a Penguin Random House temos um exemplar de Doce Tortura de Rebecca James para oferta.

Descubram mais sobre o livro antes de participarem.

Doce Tortura
de Rebecca James
 
Edição/reimpressão: 2015
Páginas: 384 
Editora: Suma de Letras 
Sinopse
Tim encontra um quarto para alugar, mas há uma condição para que o possa arrendar: Terá de fazer todos os recados à dona do quarto, uma mulher muito reservada e pouco amistosa, que nunca abandona a casa. Começam a acontecer coisas estranhas na casa e, ao mesmo tempo que o desconforto de Tim vai aumentando, crescem também os seus sentimentos pela bela e misteriosa dona da casa. Que tipo de pessoa será: alguém que merece compaixão, alguém para amar ou alguém para temer?


Curiosos para saberem mais?
Para se habilitarem a receber um exemplar deste livro só tem de seguir as regras e completar o formulário. Depois é tudo uma questão de sorte!

Regras do passatempo
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 15 de Agosto de 2015.
2) Todos os dados solicitados (incluindo Nick de Seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal Continental e Ilhas).
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail.
5) O Encruzilhadas Literárias e/ou a Editora não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT nas encomendas enviadas.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Calling all authors!

As part of our go international program we have today been contacted by Inkitt. 

Inkitt is an free platform to help authors reach their full potential and build a reader base; and they have just launched a new Fantasy writing contest : "Hither and Thither". (Click on the title to know more.)

So this is a shout out to all authors that might be interested in giving it a go! May your pens never run out of ink and your minds of ideas!


segunda-feira, 27 de julho de 2015

Opinião: Mistério na Cornualha, de Liz Fenwick



Mistério na Cornualha

de Liz Fenwick
 
Edição/reimpressão: 2015
Páginas: 320





Resumo:  
Abrirá ela o coração ao amor?

Há um velho ditado na Cornualha: «Salva um desconhecido do mar e num inimigo ele se vai transformar...»
Quando a avó fica demasiado frágil para viver sozinha, Gabriella Blythe muda-se para a pequena e remota cabana em Frenchman’s Creek onde a sua avó reside há várias décadas. Outrora uma artista consagrada, os dias de Jaunty estão a chegar ao fim, mas ela ainda é assombrada por acontecimentos do seu passado, especialmente pelo naufrágio do Lancasteria durante a guerra.
Tudo corre bem até que um belo desconhecido chega durante uma tempestade, em busca de ajuda. Fin recebeu um legado de família: uma aguarela delicada de um barco à vela que o conduz àquela bela zona da Cornualha. Quando Fin começa a desvendar as pistas do quadro, é atraído para as vidas de Gabe e Jaunty, desvendando uma notável história de identidades trocadas e de traição…
No seu delicioso novo livro, Liz Fenwick tece uma história de romance e intriga passada na bela costa da Cornualha.

«Uma história tocante de amor e perda.»
Novelicious

«Uma história maravilhosa sobre os difíceis tempos da guerra, amores perdidos e segredos capazes de mudar o futuro. Absorvente e fabuloso!»
Kraftireader

«Fascinante, belo, misterioso, romântico e cativante. Liz Fenwick escreve histórias que são impossíveis de largar.»
victorialovesbooks
  
Rating: 3/5
Comentário: Este é o terceiro livro que leio de Liz Fenwick e é evidente o fascínio patente pela Cornualha. Não só porque de uma forma ou de outra, ela inclui a palavra nos títulos dos seus livros, mas também porque enaltece a região com descrições de paisagens que nos transportam para o local: não muito extensas, mas o suficiente para nos deslocarem para uma realidade sensorial em que o azul da água, o cheiro das flores e os sons líricos da natureza nos tocam. 
Em Mistério na Cornualha, a autora surpreende com duas personagens femininas muito fortes, cada uma à sua maneira, tanto nas fragilidades como nas apetências para a criatividade e para a cobertura de segredos.
Gabriella volta a casa, que lhe guarda recordações de infância e lhe cria refugio de temores mais recentes, também com o intuito de passar os últimos dias de vida da avó Jaunty com ela, e desta forma ampará-la.
Cada uma com os seus traumas e desafios, as duas mulheres encontram no isolamento da cabana que lhes proporcionou as últimas duas décadas de memórias e vivências uma forma de recomeçar, reconstruir, aceitar que as feições nem sempre correm a nosso favor e procurar soluções de apaziguamento e encontro com a sua consciência. 
Com um discurso dual entre passado e presente, a forma como a autora montou a estrutura foi por vezes confusa, especialmente quando iniciava a explanação de factos passados em itálico e os continuava normalmente, exigindo uma maior atenção na distinção dos vários momentos temporais. Como registo, enuncio ainda o lado melancólico que ainda não tinha sentido em nenhum dos livros da sua autoria, e que não só era vísivel por alguma enunciação de palavras, mas também pela condução do enredo, pela interação de personagens, pela apresentação lírica de elementos na envolvênvia, trazendo-nos a cada página pequenas surpresas, mas seguindo-as de uma languidez de discurso que cortava o impacto da descoberta. Este foi para mim um dos aspectos contribuiu para o defraude das minhas expectativas quanto a este livro, não necessariamente por terem sido mal conduzidas, mas porque não as esperava e/ou pretendia obter numa leitura do momento.
Quanto às personagens secundárias, e como já vem sendo frequente nos seus livros, elas têm profundidade e complexidade para poderem ser melhor exploradas, uma vez que, e seguindos os padrões habituais, estas se centram e direcionam totalmente para a trama principal estabelecida pelas duas personagens-chave. 
Ainda assim, desde a força e inspiração redentora de Hanna, aos momentos de descontração de Max e à bisbilhotice de uma comunidade local bem intencionada e pronta a ajudar em qualquer crise, esta conjugação de elementos trouxeram para o livro as nuances que já vêm sendo habitais na autora, de celebração do poder da comunidade e da entreajuda.
Quanto a Fin. gostaria que a sua personagem se tivesse afastado mais do papel do redentor, que me parece injusto e inapropriada ao atender à messagem de resolução e emancipação que a autora tenta conquistar em favor das suas personagems. E ainda que a personagem seja dotada de pequenos elementos que pretensamente o retratam como anti-herói, a verdade é que ele nunca chega a sê-lo.
No geral, senti-me bem acompanhada nos últimos dias, tendo-me sido proporcionada uma leitura ainda assim envolvente, onde a paixão pela interligação de personagens e lugares é latente, e que ofereceu uma imersão completa no enredo. 
Apesar de tudo, e dentro do registo do romance feminino (o qual quem nos acompanha já sabe que não é o meu forte), Liz Fenwick continua a surpreender-me e está a tornar-se uma autora que pretendo acompanhar. Ela é toda doçura, paixão pela etnografia dos lugares e redenção - e os seus livros são reconfortantes por esse motivo.
 
Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.