A Rainha Vermelha de Philippa Gregory

A Rainha Vermelha 
de Philippa Gregory
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 408
Editor: Livraria Civilização Editora

Resumo:
Herdeira da rosa vermelha de Lancaster, Margarida vê as suas ambições frustradas quando descobre que a mãe a quer enviar para um casamento sem amor no País de Gales. Casada com um homem que tem o dobro da sua idade, depressa enviúva, sendo mãe aos catorze anos. Margarida está determinada em fazer com que o seu filho suba ao trono da Inglaterra, sem olhar aos problemas que isso lhe possa trazer, a si, à Inglaterra e ao jovem rapaz. Ignorando herdeiros rivais e o poder desmedido da dinastia de York, dá ao filho o nome Henrique, como o rei, envia-o para o exílio, e propõe o seu casamento com a filha da sua inimiga, Isabel de York.
Acompanhando as alterações das correntes políticas, Margarida traça o seu próprio caminho com outro casamento sem amor, com alianças traiçoeiras e planos secretos. Viúva pela segunda vez, Margarida casa com o impiedoso e desleal Lorde Stanley. Acreditando que ele a vai apoiar, torna-se o cérebro de uma das maiores revoltas da época, sabendo sempre que o filho, já crescido, recrutou um exército e espera agora pela oportunidade de conquistar o prémio maior.

Rating: 3/5


Comentário:
Agora que saiu em português "A Senhora dos Rios", último livro da Trilogia dos Primos em Guerra, mas em termos temporais uma prequela da Rainha Branca, o Encruzilhadas juntou mãos para comentar as Rainhas. Assim sendo fiquei com a Rainha Vermelha a meu cargo e a Cláudia ficou com a Rainha Branca.
Devo confessar que não apreciei tanto a Rainha Vermelha como a apreciei a Rainha Branca. Isto poderá vir em grande parte do facto de a Rainha Branca ser um livro mais místico enquanto a Rainha Vermelha é um livro mais terra a terra. Há também que salientar que na Rainha Branca temos uma rainha contente e que relembra um pouco aquela personagem mítica dos contos de fadas, enquanto a Rainha Vermelha é mais severa e parece-se mais com a rainha malvada.
Por ter lido a Rainha Branca primeiro e ter simpatizado bastante com ela, devo confessar que inconscientemente devo ter tomado o seu partido. Quando li o que fizeram aos seus filhos, ou pelo menos o que se supõem, ainda mais fiquei do seu lado, por isso pude ler a Rainha Vermelha já tinha feito dela inimiga não declarada.
Tentei gostar da Rainha Vermelha, até porque tem o mesmo nome da minha mãe, e por causa da sua história de vida. Esta rainha teve uma vida sofrida, foi obrigada a casar nova e quase morreu durante o parto. Para além de todas estas complicações perdeu dois maridos e viu a sua possibilidade de herdar o trono de Inglaterra para o filho esbater-se como lua em quarto minguante.
Creio que foi a sua veia católica e de santa sofrida que me deixou pé atrás com ela, nada contra os católicos, mas a veia de santa que ela decidiu incorporar acabou por me deixar deveras irritada. Todas as suas penitências e abstinências fizeram-me deveras confusão e não ajudaram a que eu me conectasse com ela.
É de referir que apesar de tudo a escrita de Gregory não perdeu a sua força ou a sua musicalidade e pude ler o livro do início ao fim sem problemas demais. Tive este mesmo "problema" com "A Outra Rainha", no qual não gostava da Rainha Maria Stuart, mas gostava das outras personagens, principalmente da Bess, e pude seguir a história sem mais problemas devido à escrita da autora.
No geral creio que é importante ler a Rainha Vermelha, principalmente porque ajuda a ver o outro lado da mesma guerra e conseguimos ter uma noção mais abrangente do que passou durante a Guerra das Rosas. Agora que finalmente saiu "A Senhora dos Rios" poderemos saber mais sobre a mãe da Rainha Branca e o papel que esta desempenhou nesta guerra. Tenho a certeza que será um livro fascinante!

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