O Diário da Minha Melhor Amiga, de Jill Abramson

O Diário da Minha Melhor Amiga
de Jill Abramson

Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 192
Editor: Edições Asa
Resumo:
Uma história real
Jill Abramson, diretora editorial do jornal The New York Times, viu a sua vida mudar drasticamente com a morte do seu cão, Buddy, seguida de um dramático acidente e uma depressão. Mas o marido, os filhos e os amigos sabiam algo que ela teimava em negar: o seu amor pelos animais seria a forma mais rápida e feliz de ultrapassar aquela fase negra da sua vida. E não podiam estar mais certos. Neste terno e comovente relato, Jill partilha os momentos mais intensos e reveladores dessa relação que lhe permitiu voltar a ter fé no futuro e alegria de viver.

Rating: 3/5

Comentário: 
É raro pegar em livros com histórias verídicas. Não se trata de não gostar mas sim de uma preferência por mundos fantasiosos e de mais difícil alcance. Deve ser por isso quando pego numa história como a de Jill e Sout existe uma certa resistência em mim para começar a leitura que acaba por se desvanecer na página 10 se a história estiver bem escrita.
Jill Abramson trabalha no The New York Times é por isso fácil de imaginar que a sua escrita é interessante e de fácil compreensão e, mais do que a história de Scout, é o que nos mantém na leitura do principio ao fim. Confesso que apesar de gostar de cães, aliás de animais em geral, não sou pessoa muito dada aos mesmos, quem sabe o animal certo ainda não apareceu, mas isso faz com que estes livros sobre animais me pareçam sempre chatos quando olho para as capas.
Mas a escrita de Jill e a sua experiência com Scout cativaram-me! Dei por mim a ler o livro na cama, todas as noites um bocadinho e a sorrir para mim mesma perante as asneiras e desventuras da mesma. Outra coisa gira que o livro explora é todo o mundo criado em torno dos casais mais velhos que ou nunca tiveram filhos ou os mesmos já saíram de casa e a maneira como estes lidam com os cães. E mais, a maneira como a sociedade descobriu como os ajudar com os mesmos.
Desde "ATL's" para cães a Spas, Jill descobre todo um novo mundo que, desde haja dinheiro para pagar, se abre em frente aos criadores de cães que tal como ela, já estão na casa dos cinquenta anos e já não tem filhos à sua responsabilidade.
A sua admiração é a nossa e não posso deixar de admitir que me espantei com a quantidade de serviços oferecidos na América aos animais de estimação. Tratam-se de parques privados e piscinas, serviços de tosquia, que quase parecem autênticos cabeleireiros e spas. Um mundo que apesar de se adaptar às necessidades deles se parece imensamente com o nosso.
O Diário da Minha Melhor Amiga é um livro amoroso e pequeno que se lê com bastante facilidade e que será sem dúvida um mimo para todos os amantes de animais.

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