Opinião: Maze Runner - Provas de Fogo [Maze Runner 2], de James Dashner

Maze Runner - Provas de Fogo [Maze Runner 2]
de James Dashner
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 368
Editor: Editorial Presença
Resumo:
 Atravessar o Labirinto devia ter sido o fim. 
Acabar-se-iam os enigmas, as variáveis e a fuga desesperada. Thomas tinha a certeza de que, se conseguissem fugir, ele e os Clareirenses teriam as suas vidas de volta. Mas ninguém sabia realmente para que tipo de vida iriam regressar... 
O segundo volume da série Maze Runner ameaça tornar-se um clássico moderno para os fãs de títulos como Os Jogos da Fome.
Rating: 4,5/5

Opinião da Ki:
(Se ainda não leram a nossa opinião ao primeiro volume podem fazê-lo aqui)
 Meu Deus, que viagem! É impossível não amar um livro que nos fez perder a cabeça ao ponto de o atirarmos contra a parede. Depois do epílogo do primeiro volume que nos deixou a chorar por mais agora é a vez do segundo volume nos fazer "sofrer".
Thomas e os Clareirenses estavam convencidos que atravessar o labirinto se revelaria o fim das suas turbações. No entanto, nada podia estar mais longe da verdade e o porto seguro onde pensavam estar, rapidamente se transforma noutra casa de partida para o jogo de CRUEL.
Segredos, traições e momentos inesperados aguardam-nos em cada canto deste livro. Os seus mais de cinquenta capítulos passam a voar e deixam-nos com vontade de ler mais e descobrir mais sobre o que efectivamente se está a passar com Thomas e os seus amigos.
Quanto à escrita e evolução da história podemos encontrar a mesma voz a que James Dashner nos habitou no primeiro volume. Thomas está numa luta constante entre a sua mente e as evidências em frente aos seus olhos. Porque trabalhou para a CRUEL? Qual é a sua missão? Qual é o papel de Teresa em tudo o que se está a passar?
Uma das coisas que mais gosto na personagem de Thomas é a sua capacidade de raciocínio. Apesar de Tom ser um adolescente e sentir as emoções com a violência típica de um, ele também tem cabeça e obriga-se a parar de tempos a tempos para tentar fazer sentido do que está a viver. Mas como podemos fazer sentido de uma vida que está sempre a ser vigiada por cientista malucos?
Maze Runner é uma das melhores distopias que já li, temos todos os factores que nos levam numa aventura contra tudo e contra todos e temos um herói que apesar de perdido se sente confiante de que está a fazer a coisa certa. Além do mais, Tom é um negociador nato e apesar de não ter necessariamente um dom especial com as palavras, sabe quando chega a altura de abrir o jogo e dizer as verdades.
O que achei deste livro? Que foi um filme de acção que se desenrolou na minha cabeça e me fez berrar, ficar nervosa e desejar saber cada vez mais sobre o que se está a passar nesta trilogia. Porque se o primeiro volume nos trouxe perguntas, o segundo apenas nos trouxe algumas respostas e mais perguntas ainda. O que é efectivamente a CRUEL? Porque é que Thomas e os Clareirenses foram os escolhidos para este projecto? Qual é a doença que está a matar a humanidade? E quais são os seus efeitos?
Uma sequela que sem dúvida não desaponta e que abre caminho para o último volume da trilogia.

Opinião da Cláudia: 
Se tivemos opiniões divergentes realtivamente ao primeiro volume, "Maze Runner - Provas de Fogo" cala qualquer dúvida que eu pudesse ter relativamente a esta saga. E só para começar, digo-vos que a expressão "leitura de tirar o fôlego" ganha um significado bem realista com este segundo volume! Acho que até estou sem palavras suficientes para descrever a leitura arrebatadora, dinâmica, cheia de acção, intriga e mistério que James Dashner nos trouxe!!
Como bem diz o subtítulo da continuação desta trilogia, o Labirinto foi apenas o início. E se em Maze Runner - Correr ou Morrer, nem sempre percebíamos o que estávamos a ler, então este segundo volume tira-nos completamente os pés do chão: os twists são engendrados de forma que nos deparamos com eles à medida que as próprias personagens os vivenciam, as suas dúvidas são as nossas e o aparecimento de novos obstáculos deixa-nos tão sem forças como às personagens.
Estou prestes a dizer que o autor é brilhante. Em primeiro lugar, não é fácil criar um enredo de young adult segundo a temática dos mundos distópicos que realmente nos surpreenda na actualidade (e atenção que eu disse surpreenda, não que não gostemos de outros livros do género). A capacidade de construção de um mundo discuncional, pré-apocalíptico (e vou utilizar este termo porque não existe forma melhor de contextualizar a caracterização do mundo tal como a mesma nos é apresentada), onde o ser humano luta pela sobrevivência e apenas se quer ver livre do Fulgor (quem quiser saber o que é, terá de ler o livro) mostra-nos uma série de dimensões inesperadas. Esqueçam-se do Labirinto, esse foi mesmo o início. E se as regras do jogo mudaram, também a realidade onde se inserem. O exterior é diferente do que eles esperavam (a dada altura, julguei muitas vezes que aquele cenário não fosse o verdadeiro exterior). Muitas coisas não batem certo, mas nem temos tempo de questioná-las porque logo em seguida acontece algo igualmente surpreendente.
Tal como as personagens, quando achamos que já nada nos pode causar espanto, surge outro novo desafio, outro novo mistério e uma série de pistas que se interligam entre si, e para a qual a falta de memória de Thomas nos deixa (mas deixa-o principalmente a ele) fora de juízo. Cada rasgo de conhecimento é uma tentativa de perceber como vencer este desafio que ele e os Clareirenses enfrentam numa conjungação doentia de cobaias num ensaio científico (para o qual supostamente não acordaram entrar...mas quem sabe?).
Esta nova realidade traz também novos companheiros de viagem. Contrariamente a Thomas, desta vez terei de ficar do lado de Minho, e enunciar que uma ou outra me levantaram dúvidas. As quais vi em parte confirmadas, mas por outro lado, também não vi. Confuso? Talvez só lendo se entenda a real dimensão desta trilogia.
O autor foi bastante inteligente na construção deste enredo. Se por vezes senti algum vazio na ausência de explicações, de caracterizações de personagens (e até uma certa infantilidade de Thomas, provinda da necessidade de elevar o ego ao mostrar-se corajoso de forma pateta por vezes) no primeiro volume, este é denso, enriquecido de narrativas, descrições espectaculares que me fizeram viver a aventura ao mesmo nível que os seus executantes.
Por outro lado, foi revigorante (para variar) ter como personagens principais um grupo de rapazes. Adoro livros com personagens femininas fortes, mas Thomas, Minho, Newt e os restantes Clareirenses são seres espectaculares. São rapazes adolescentes com o desejo de vencerem, que não negam as suas emoções e o medo constante que sentem pelo preço a pagar pela sobrevivência.
Estou completamente rendida, e quero comprar toda a trilogia.

  • Este livro faz parte de uma trilogia, da qual já comentamos o primeiro volume;
  • Esta trilogia já foi toda publicada em inglês sendo o título do último volume The Death Cure;
  • Em 2012 o autor publicou uma prequela chamada "The Kill Order" (e que me parece ser bastante spoiler da série);
  • A 20 de Fevereiro de 2014 deverá estrear o primeiro filme.

1 leitores reagiram:

  1. Wow! Mto bem! E' mmo isso!
    A grande mensagem q retiro destas duas obras q li e' q a luta, a determinacao, a atitude "never give up" sao ingredientes essenciais na sobrevivencia e q os desafios, as experiencias duras nos fazem crescer e preparam-nos para tudo o mais q possa vir a acontecer!...
    A historia em si e' de facto de cortar a respiracao!
    Vivemos intensamente os desafios enfrentados pelas personagens e sofremos por elas!
    Tudo se sucede a um ritmo desenfreado q nao nos da' mto tpo para divagacoes!
    E', de facto, uma historia de accao empolgante!...

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