Opinião: O Coração de Simon contra o Mundo, de Becky Albertalli


O coração de Simon contra o Mundo
de Becky Albertalli
 
Edição/reimpressão: 2017
Páginas: 248
Editor: Porto Editora
  





Sinopse: 
Simon Spier tem 16 anos e os únicos momentos em que se sente ele próprio são vividos atrás do computador.
Quando Simon se esquece de desligar a sessão no computador da escola e os seus emails pessoais ficam expostos a um dos colegas, este ameaça revelar os seus segredos diante de toda a escola.
Simon vê-se, assim, obrigado a enfrentar as suas emoções e a assumir quem verdadeiramente é perante o mundo inteiro. 

Rating: 4/5
Comentário: Na contracapa deste livro, Nuno Pinto (Presidente da Direcção da ILGA Portugal) diz que "A história de Simon podia ser a de muitos de nós". E é uma plena verdade, mais não seja porque todos fomos adolescentes um dia e sabemos o quão difícil pode ser aceitar-nos na nossa própria pele, sermos o que o nosso âmago nos instiga a ser sem medos e com propriedade, e enfrentar a (falta de) tolerância do mundo exterior (quer respeitante às nossas escolhas, ao nosso aspecto ou à nossa orientação sexual).
Simon é, por isso mesmo, um verdadeiro adolescente como já fomos muitos de nós, mas que representa principalmente os vários desafios porque passam jovens da comunidade LGBT  quando estão em processo de crescimento e aceitação.
Ao acabar este livro, não pude deixar de recordar um rapaz cujo blogue eu lia há muitos anos, quando também eu era uma adolescente, em que o mesmo utilizava a internet e a sua página pessoal para expurgar a pouca compreensão que recebia no seu universo escolar, onde era o único gay assumido. E ao pensar naquele rapaz, só desejei que livros como "O Coração de Simon contra o Mundo" tivessem chegado mais cedo e que, perante tantos jovens que se encontram ainda em debates internos perante o preconceito e a necessidade da aceitação, estes se pudessem confrontar-se com exemplos como este, incutindo-lhes esperança, (ou pelo menos) uma versão mais positiva à qual se agarrar.
Confesso que me custou a entrar um pouco na narrativa e explico porquê: o cinismo mesclado de insegurança de Simon, assim como as suas expressões e maneira de estar desta personagem, pareceram-me saídas de um amigo de escola. E durante as primeiras páginas, foi-me bastante difícil dissociar a imagem deste rapaz do outro que conheço na vida real e que tirando o seu pretendo desinteresse, nada tinham em comum.
Passado este elemento de estranheza, fui-me entranhando na narrativa e relembrando o que é ser um adolescente de primeira viagem, entrando na cabeça deste rapaz que tem tanto de adorável como irritante. Sabendo de antemão a importância que os seus emails pessoais representavam para a narrativa, achei-os inicialmente um pouco insípidos ou banais. Claro está que rapidamente me recordei que isto de ser adolescente tem o que se lhe diga, e que nem sempre lavamos a alma da forma mais clara, embora esses gestos não percam o significado por isso.
O crescimento da personagem do Simon assinala-se especialmente a partir das primeiras 100 páginas, especialmente porque é nesse momento que a incursão no mundo exterior também ganha nova forma e destaque. Este foi sem dúvida um dos pontos fortes do livro para mim. Aquilo que o Simon não nos diz, as pessoas do seu círculo familiar e das amizades próximas enunciam-nos, trazendo uma imagem mais completa deste rapaz de coração enorme, mas simultaneamente cheio de incertezas. As irmãs (que são chatas ou ausentes), os pais (preocupados e metediços), os amigos (que procuram atenção mas a quem seria estranho falar de sentimentos e coisas do género) são algumas das preocupações deste rapaz. Mas ao mesmo tempo que nos absorvemos pelas suas divagações, temos também acesso a pormenores que compõem o cenário mais geral e que nos permitem ver a narrativa para além do seu olhar e do que este nos conta. E todas elas são  bastante vívidas e corpóreas, valendo a sua existência só por si (mesmo que só tenhamos acesso a alguns relampejos da sua existência) e não somente para justificar aquilo que Simon é enquanto pessoa.
É um livro positivo e cheio de esperança, que lida mais com questões do foro interior do que com falta de tolerância. É também repleto de bons e fortes exemplos - dos amigos, da família, da professora furiosa que não admite qualquer caso de bullying ou discriminação perante a sua presença - e que relembra os jovens leitores que pegarem nele, que estes elementos não perduram somente na ficção. Existem na vida real também e muitos se calhar eles ou elas já os conhecem.
Por fim, não poderia deixar de falar do romance em si. Transparente e sem pretensionismo, com todas as indicações da insegurança de dar os primeiros passos, das dúvidas sobre como lidar com o novo e o desconhecido, do poder que é reencontrar outro igual com quem partilhar a imagem do que se é sem medos, sem esquecer a atracção física e o desejo do encontro. A evolução desta história foi conduzida com muita transparência e doçura, e ainda que não fosse mais segredo para o leitor quem seria o Blue muito antes do Simon descobrir, o corte dos estereótipos e a apresentação desta relação como deveria ser - como tantas outras iguais - só lhe atribui um imenso mérito.
Finalizando, gostava de pegar no título original - "Simon vs the Homo Sapiens Agenda" - que ao fim ao cabo é a essência deste livro e que faz tanto sentido: em vez de termos de estar contra o mundo e lutar para que este nos aceite, porque é que não somos aceites só porque sim? Porque é que é exigida uma necessidade (por vezes defendida de forma sectorial) de afirmação? Somos todos Homo Sapiens, isso deveria ser resposta suficiente. O Simon descobriu-o, e nós não nos podemos esquecer.

 
Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Opinião: O Universo nos Teus Olhos, de Jennifer Niven

 
O Universo nos Teus Olhos
de Jennifer Niven
 
Edição/reimpressão: 2017
Páginas: 408
Editor: Nuvem de Tinta
  





Sinopse: 
 Libby Strout, outrora a rapariga mais gorda da América, conseguiu finalmente ultrapassar o desgosto causado pela morte da mãe e está pronta para voltar a viver. Transformou-se e o que mais deseja é ser a rapariga que consegue ser tudo o que quer. No entanto, o resto do liceu não parece partilhar deste entusiasmo de Libby.Jack Masselin é o típico rapaz popular do liceu: bonito, sempre com o comentário certo na hora certa. No entanto, o gosto que tem em perceber a mecânica dos objetos, em reconstruir e transformar tudo o que encontra, não lhe serve de muito na sua incapacidade para reconhecer caras. Jack tem prosopagnosia e à sua volta, familiares e amigos incluídos, parecem-lhe desconhecidos e são, para ele, um autêntico quebra-cabeças.Quando o destino junta Libby e Jack, a solidão que cada um sente dá lugar a sentimentos muito diferentes… Uma história de superação e de um amor verdadeiro e invulgar que nos devolve a esperança no mundo, em nós e no outro.

Rating: 3,5/5
Comentário: Sei que muitos dos leitores de Jennifer Niven contavam com outro romance emocionalmente avassalador (e algo destrutivo) como foi o "Falam-me de um dia Perfeito" (opinião aqui). Mas por vezes também é necessário incutir um pouco de esperança junto da nossa juventude e a ideia de "tu és amado, alguém te quer" é tão importante como a lição de superar os nossos obstáculos e ter coragem de pedir ajuda, patente no livro anterior.
"O Universo nos Teus Olhos" é um livro-resposta que Jenifer Niven esccreveu como presente para os milhares de fãs que continuaram a contactá-la após a publicação do seu romance predecessor, esperando desta forma não só apoiar como recordar a importância de sermos ouvidos e acarinhados pelo que somos, e como somos. É um livro de aceitação, de aprendizagem, de superação também, mas especialmente de auto-aceitação.
Libby é uma personagem cheia de força, cujo processo de desenvolvimento pessoal já decorre de forma avançada quando travamos conhecimento com a personagem, e como tal, nem sempre as suas dúvidas ou receios ficam tão visíveis como o inicialmente esperado, mas ainda assim é muito humana e a esperança e fé incondicional em si e no mundo, assim como o desejo de não ser retractada como a rapariga gorda, mas como a miúda que é, com a altura e o peso que tem, mas tem com a sua cor de olhos, as sardas, os sonhos, os hobbies e os gostos pessoais. Gostei que, para variar, um livro para adolescentes com uma personagem com excesso de peso não se centrasse na perda de peso em si (embora esse factor nunca seja ignorado, não por questões estéticas mas de saúde) mas sim nos motivos pelo qual uma situação descontrolada chegou até este ponto. Bem sei que existe ainda uma certa incompreensão pela temática mas por vezes o excesso de peso não se prende com a quantidade de vezes que alguém abre a boca para comer per si, mas com comportamentos compulsivos associados a insegurança, problemas de foro emocional e ansiedade, que se poderão desenvolver em patologias se não forem diagnosticadas e tratadas a tempo. O ponto forte aqui demarcado é precisamente a elevação desta diferença, expressa pelo mundo exterior versus os que a conhecem mais de perto. É uma personagem corajosa, e gostei do brilho de luz que esta trouxe para as páginas deste livro, embora de facto, mesmo que percebendo o ponto de decalque que a autora queria assinalar (e indo contra o que acabei de expressar em cima), a questão da alimentação pudesse ter tido um enfoque mais em determinadas alturas, porque mesmo não sendo o factor-chave ou o gatilho que causa as suas fragilidades anteriores, era através deste que ela se tinha expressado no passado e que seria motivo de luta constante para a sua regulação.
Já Jack tem prosopagnosia, a incapacidade de reconhecer rostos, mesmo que perante conhecidos, familiares e amigos. Não tendo ninguém próximo que sofra desta patologia, mesmo que ela não me fosse desconhecida, não consigo precisar se o tratamento da mesma foi feita com verosimilhança ou não. A autora inspirou-se num caso familiar e pelos agradecimentos sabemos que era procurou acompanhamento especializado na revisão da temática médica. No entanto, também já li vários comentários no Goodreads de quem passa pelo mesmo que a personagem principal e que o assinala como algo exagerado e não muito verosimilhante. No meu entender, a autora preserva-se destas críticas em dois sentidos: primeiramente, quando a temática é abordada, elucida-se logo sobre a necessidade de considerar que existem vários níveis para a doença. Em seguida, porque o que julgo que ela pretende evidenciar são as características da doença. Naturalmente, se o jovem vivia numa família só com irmãos, mesmo não reconhecendo a cara da mãe, saberia ser ela a entrar no seu quarto ou nas várias divisões da casa (até porque mesmo não a reconhecendo, conseguiria identificá-la pela voz, pelo som dos seus passos, etc.). Ainda assim, o que a autora pretende é demonstrar pelos olhos de um adolescente como é que se processa a doença. Parece-me um pouco inverosímil também que ninguém soubesse do seu estado ou que pelo menos desconfiasse do mesmo, mas compreendo o impacto que essa acção tem para o enredo principal.
A relação dos dois como seu leque de amigos pretende demonstrar, mesmo por contraste, a importância de valorizarmos quem somos e de não termos receio de mostrar quem somos, mas também a necessidade de nos sabermos rodear das pessoas certas e que nos estimem, e eliminar as que possam contribuir para as nossas fragilidades.
Ainda assim, apesar de ter gostado de Jack e Libby enquanto personagens, senti que o contexto enredo demonstrava algum vazio de conteúdo.
A relação de Libby com o pai era bonita mas sabendo-os tão unidos, pareceu-me pouco desenvolvida. Já o contexto familiar de Jack também se moveu segundo um modelo periférico, ainda que compreenda o egocentrismo da narrativa.
Não obstante, sinto que a mensagem principal - a recuperação da auto-estima e a aceitação de que somos importantes, à nossa maneira, para pelo menos para uma pessoa neste mundo - foi bem transmitida e fez com que tenha acabado o romance satisfeita.
 
Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

This book is not your type

I spend a lot of time in the library. I am really lucky that I pass by it on the way to and from work so I get to go around and grab myself some books on the way home and drop them off before going to work. 
Because libraries in my area share catalogues I now can order and collect books from different libraries. So most of the times I end up just going to a librarian and ask to collect the books I have reserved. I have to admit that I didn't think much of it at the time but one day when I went to collect a book I had reserved the librarian came back after a bit and the following conversation issued:

Librarian: I am sorry, there seems to have been a mistake with the book you reserved.
Me: It's ok. When will it arrive then?
Librarian: Well, a book has arrived but I believe it was sent by mistake.
Me: Oh. Which one did they send? I might want to read it as well.
Librarian: They sent an old children's classic called Milly-Molly-Mandy. God, I had completely forgot that book even existed!
Me: *blinks* That's the book I reserved.
Librarian: Excuse me?
Me: There was no mistake. That's the book I reserved.
Librarian: Oh! It's so different from what you usually get! I mean you usually order young adult I would not had said this was your type of book!

So now I am slightly terrified of my local librarians and the fact that they now what I usually read. 

Opinião: E as Montanhas Ecoaram, de Khaled Hosseini

 
E as Montanhas Ecoaram
de Khaled Hosseini
 
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 392
Editor: Editorial Presença 
  




Sinopse:
1952. Em Shadbagh, uma pequena aldeia no Afeganistão, Saboor é um pai que um dia se vê obrigado a tomar uma das decisões mais difíceis da sua vida: vender a filha mais nova, Pari, a um casal abastado em Cabul e assim poder continuar a sustentar a restante família. A separação é particularmente devastadora para Abdullah, o irmão mais velho que cuidou de Pari desde a morte da mãe de ambos. Nenhum dos dois imaginava que aquela viagem até à capital iria instalar um vazio nas suas vidas que seria capaz de atravessar décadas e quilómetros e condicionar os seus destinos...

Neste seu terceiro romance, "E as Montanhas Ecoaram", Khaled Hosseini traz-nos uma belíssima e comovente saga familiar que reflete sobre como os laços que nos unem sobrevivem aos obstáculos que a vida nos impõe.


Rating: 3/5
Comentário: Esta deveria ter sido a primeira leitura do ano, a estrear o projecto do World Book Tour. No entanto, várias opiniões e comentários sobre os livros do autor colocaram-me algo reticente, na medida em que me apetecia começar o ano com leituras mais leves e desdramatizadas. Nesse sentido, só agora em Março tive vontade de escolher esta leitura. Confesso que o motivo pelo qual escolhi este livro se prendeu não somente pela sinopse mas porque me parecia dos três o menos denso no que toca a violência ou agressividade. Tinha razão, mas também julgo compreender quando as pessoas dizem ser o menos bem conseguido dos três já publicados em Portugal, uma vez que a comparação da sinopse perante a narrativa do livro deixa um pouco a desejar.
De facto, a premissa do enredo parte exactamente desse ponto enunciado, mas estamos muito pouco em contacto com os irmãos, cuja trama passa para segundo plano sem que o leitor esteja à espera. "E as Montanhas Ecoaram", cujo título reflecte mais os preâmbulos e resquícios da cultura afegã pelo Mundo - disseminado por diversas personagens e formatos - do que o enquadramento paisagístico pelo qual o país é conhecido, procura dar voz a vários intervenientes, tanto directos como indirectos, num país em constante mudança politico-social, criando uma crónica de costumes e vivências, reflectindo os diversos agentes passíveis de modificar assim como de ser mudados pela histórica: influenciadores de locais, criminosos e corruptos, população subjugada, intervenientes em causas humanitárias, emigrantes de 1ª geração, emigrantes de 2ª geração cujas raízes afegãs há muito se perderam, os que procuram voltar e rever-se num país que já não é seu e os que fogem dele e das suas idiossincrasias como se a sua vida dependesse disso (e às vezes depende mesmo).
É uma crónica narrada capítulo a capítulo, cujos actores (ainda que remotamente ligados à trama inicial) acabam por servir de linha condutora a esta análise sociocultural,  que através de muitos saltos temporais nos proporciona janelas fotográficas para determinados momentos da história.
Ainda assim, a tentativa de englobar uma série de temáticas no único contexto acabou por defraudar o autor, na medida em que esse manto de retalhos acaba por ser cedido em segundo plano para narrativa pessoal de casa personagem, que por vez acaba por se remeter para o enredo enunciado na sinopse ainda em menor dimensão. Julgo que esse encadeamento constante e a frequência dos saltos temporais, que nos fornecem uma imagem menina e depois uma amadurecida de uma série de personagens, sem grandes explicações para as variâncias e transformações senão pela sucessão factual de diversas enunciações, acaba por deixar uma sensação de ausência e vazio a descoberto, que o autor não soube preencher da melhor maneira. É um quase que nunca chega a ser, e que pouco contribui para embrenhar o leitor na narrativa e torná-la também um pouco sua.
Ainda assim, apaixonei-me por várias das personagens, e talvez daí advenha em parte a desilusão de não as poder descobrir com maior cuidado e minúcia, assim como às suas histórias. As que me cativaram mais compreenderam a infância de Pari e Abdullah, mas também a da madrasta de ambos e do seu irmão. Não obstante, o que me levou a crer na capacidade de Khaled Hosseini ser um grande contador de histórias, foi a narrativa de um pequeno menino cujo olhar de amor filial se irá transformar perante a perda do manto de inocência e ingenuidade com que sempre cobriu o seu pai. 
Não tenho muito interesse em ler as obras prévias do autor, apesar do mar de elogios que lhes tenho visto ser atribuídos, mas por causa desta última personagem estarei atenta a próximos trabalhos do mesmo.

 
Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Resultado do Passatempo: Filhos do Vento e do Mar, de Sandra Carvalho


Boa noite Encruzilhad@s! Depois de uma semana com mais uma óptima leitura em companhia da Sandra Carvalho (consultem a nossa opinião aqui), chegou a ver de oferecer a mesma experiência de leitura a um felizardo. 
Desta feita, depois de sortearmos aleatoriamente o vencedor, temos o prazer de anunciar que um exemplar de "Filhos do Vento e Mar", o segundo volume das Crónicas da Terra e do Mar irá seguir para Santo Tirso. Muitos parabéns Arnaldo Santos!