Review: The Unfortunate Decisions of Dahlia Moss, by Max Wirestone


The Unfortunate Decisions of Dahlia Moss
by Max Wirestone

Edition: 2015
Pages: 320
Publisher: Redhook Books





Summary: Veronica Mars meets the World of Warcraft in The Unfortunate Decisions of Dahlia Moss, a mystery romp with a most unexpected heroine. 

If it were up to me this book would be called Hilarious Things That Happened That Were Not At All Dahlia's Fault -- or HTTHTWNAADF, for short.

OK, I probably shouldn't have taken money from a mysterious eccentric to solve a theft, given that I'm not a detective, and that I am sometimes outwitted by puzzles in children's video games. I probably shouldn't have stolen bags of trash from a potential murder suspect. Arguably-- just arguably, mind you-- it may have been unwise to cos-play at an event where I was likely to be shot at.

But sometimes you just have to take some chances, right? And maybe things do get a little unfortunate. What of it? If you ask me, an unfortunate decision here or there can change your life. In a positive way, just so long you don't killed in the process. Admittedly, that's the tricky bit.

Rating: 2/5

Review: 
I will start this review by saying that I received an online copy of this book through Netgalley in exchange of a honest review.

Sometimes the exercise of writing about a book it's not easy at all. Specially when you are not totally sure about what you think about the book besides the fact that you didn't enjoyed it that much,
The synopsis was intriguing and seemed quite fun! I was never a major fan of Veronica Mars but I had quite good times watching the TV show. Also, I like the nerd and geek world and  the connection between this two realities could only create something cool. And it did! At least the structural idea was there.
We met Dahlia when she is facing some challenges in her private life: she has recently broken up with her boyfriend, she is unemployed and sofa-surfing at a friend's house since she can't pay her share of the house rent, we get a full image of a reality that is common to our generation. We find a girl who is lost, tired of sending continuous CV everywhere without ever getting an answer, and who can't seem to see a solution at the end of the tunnel. We find a girl that has locked herself out of her social life, with the objective of not facing the reality, which is that others continue with their lives and get to go on new adventures that aren't always compatible with her. And for me that was the best part of Dahlia and one of the reasons I could get along with this book from the start: her voice. Even though there were moments where I got tired of how she told us what was happening.
If we consider the Veronica Mars flow, we got partly what we were looking for. A crime that needed a solution as fast as possible, however the character that died wasn't fully explored, and had such a quick appearance on the story that at some point I didn't care anymore if he was killed and why. And besides, the creation of a mystery atmosphere got lost with so many aspects coming by at the same time. In the end, the mixture didn't work for me. I like to read works that are multidimensional but this book tried to be funny, dorky, smart, comical and mysterious at the same time. With so much going on, something got lost and disperse, loosing a conducting sense to it and it didn't made the readers hooked to the plot.
Involving the gaming world on the plot was a great idea, specially because the world build of the game was well developed and we could get the fully idea of how it was played, the different characters that every played could choose as an avatar and so on. The relation between the game and the real world was always present, even on the crime related scenes, giving a nice touch to it.
To be honest, the book only started to be fully interesting to me when I was already past 1/3 of it, so I read the first part with much effort, only focused on finishing it. But then I started having more fun where the other characters gained a better feature on the scene. Her crazy friends, the situations they got her into and what she did in result were great comic relief and I just wish we had more from them from the start.
The crime became totally secondary for me but the way that everybody interacted because of it was funny and engaging. And by everyone I refer to the smart ass new friends Dahlia got during the discovering process she did about herself.
Long story short, I think the main ideas that the synopsis promised were there, we got a vibe from World of Warcraft and Veronica Mars but the fitting and the execution of all wasn't so well done as I would enjoy.



Cláudia
About the author:
 
Addicted to the library Claudia loves to read on the move and we can usualy find her sitting in a train or bus reading while commuting to and from work. But don't be fooled she is also keeping an eye on the landscape and all around her. She is an avid defender of sustainability and volunteering and it's as easy to find her starting a new project as it is to find her chatting with her friends. She is a dreamer and loves good stories so she keeps looking for them in her personal life.

Desafio: Pokémon Go Book Tag


O Pokémon Go chegou e não planeia partir tão cedo, ou pelo menos é isso que a blogger de Read At Midnight pensa visto ter decidido criar a Pokémon Go Book Tag.

Apesar de não sermos muito de desafios decidi fazer esta tag porque a achei engraçada e porque, me confesso, jogo o jogo. (Já apanhei 50!)


 Os livros que mais li e reli quando era nova foram a colecção das Gémeas no Colégio de Santa Clara e o Colégio das 4 Torres de Enid Blyton. Aliás, a minha mãe tinha uma série de livros da Enid Blyton de quando era nova que me deu para ler. O cheiro a livros velhos e as letras "batidas à máquina" cativaram o meu interesse. Também me lembro de gostar dos livros Rosa, minha irmã Rosa e Lote 12, 2º Frente de Alice Veira.
Provavelmente os livros de Harry Potter. Sou bastante fã de livros infanto-juvenis e clássicos como Milly-Molly-Mandy e Xuxu Invejosa estarão sempre entre os meus favoritos.

Crónica de uma serva de Margaret Atwood. Tive pesadelos durante semanas,

Não tenho um OTP que valorise acima dos outros. Normalmente o meu OTP é o do livro que estou a ler no momento. Mas o Ron e a Hermione tem um lugar muito especial no meu coração.

Poison Study de Maria V. Snyder. Qualquer livro dela é fast-paced!

Até Curced Child ter saído diria a série de Harry Potter. Sem ser essa não sei que outra série escolher.

A Study in Charlotte de Brittany Cavallaro.

Robin Stevens, autora da série A Murder Most Unladylike.

A Court of Thorns and Roses e Throne of Glass de Sarah J. Maas. 

Aerie de Maria Dahvana Headley e o quarto volume da série Abarat!

A série Percy Jackson foi uma óptima surpesa porque achei que seria parecido com Harry Potter mas acabou por se revelar algo completamente diferente.

Todos os clássicos infantis em capa dura! Como por exemplo a colecção da Folio Society.


A saga Instrumentos Mortais, porque nunca mais acaba!


 Não me lembro de nenhum em expecifico mas YA tem tendência a repetir tropes, e é dos meus géneros favoritos.

Os livros de Patrick Rothfuss.

Desafios de Leitura: sim ou não?



Quem nos segue por aqui já deve ter reparado que não somos de aderir ou realizar Desafios de Leitura. Não tenho nada contra eles, mas leituras controladas a mim aborrecem-me, e o sentido de obrigação que acaba inerente ao processo constringe-me. Mesmo escolhendo dentre das temáticas, quando se calhar não me apetece ler nada que se enquadre nas mesmas, soa-me a leitura por castigo e retira-me o prazer de um dos passatempos que tem feito parte dos meus tempos livres desde sempre, Por isso mais surpreendidos ficarão ao saber que decidi juntar-me a dois desafios que me auto-propus.
A escolha de aderir a estes passatempos teve uma razão maior, e que decorre precisamente de querer aumentar a minha cultura geral e ter uma visão mais multidisciplinar do Mundo. Ainda assim, tanto uma como outra meta serão relegadas para um desafio para a vida, sem definições temporais ou pressões de continuidade.

Mas afinal a que desafios me proponho?

1. Ler um livro de cada um dos laureados e laureadas com o Nobel da Literatura. Não me quero tornar entendida em literatura, mas cultura geral nunca é demais e o reconhecimento dado aos au tores e autoras dentro deste género comprovam uma validade de conteúdo enriquecedor que ainda não me passou pelas mãos.

2. Ler um livro de cada país do Mundo. Mais ou menos. Conhecem o projeto "A Year Reading the World"? Vi esta conversa no Ted Talk no ano passado e achei um projeto super curioso. Deste modo, decidi que também eu iria iniciar uma rota literária internacional, passando numa primeira fase por ler um livro de um autor de cada nacionalidade, e posteriormente, um que decorra geograficamente em casa país da mesma lista. 
Confesso que tive aqui alguma preguiça e adoptei como listagem final aquela desenhada pela Ann Morgan, para me poupar a alguns dramas geopolíticos.


Depois, e a propósito deste video da Mel do Literature-se, fui ver as minhas estatísticas de leitura de 2015. Por muito que me considere feminista, não sinto que deva ler mais livros de mulheres do que homens, a não ser pelo enredo. É uma sinopse que me faz escolher um livro, não o género do seu criador ou sua criadora. De qualquer forma, fiquei agradada por saber que tinha lido 52% de livros escritos no feminino, porque partindo ainda do pressuposto de uma experiência de leitura mais enriquecedora, ter um balanço de género, de visões que querendo ou não acabam por ser diferenciadas. Cheguei também à conclusão que vi autores de mais nacionalidades do que as que estimava, incluindo diversos australianos, 
Voltando ao projecto do ler o mundo, a verdade é que a minha contabilização no final de 2015 dava-me autores de um total de 18 nacionalidades, mais do que as que achava ter lido, mas do que as lidas inicialmente pela autora do projeto, E isso, em muito se deve ao nosso pequeno mas diversificado mercado editorial. É um ponto positivo a apontar-lhe, se não analisarmos para além desta referência.

Entretanto, descobri também o Book Riot Read Harder Challenge 2016, o qual estou a seguir mas não aderi, porque tem das categorias mais originais que já vi até agora. Acho que no final do ano passarei por lá para ver se li algo que se encaixe no desafio, mas não vou realizar o exercício inverso.




E vocês, a que tipo de desafios aderem e quais estão a cumprir? Boas leituras!

 Cláudia
Sobre a autora:

Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Quando os livros são mais do que livros: «Arquipélago» de Joel Neto dá nome a unidade de turismo local na ilha Terceira


"Um empresário da ilha Terceira, nos Açores, decidiu baptizar uma nova unidade de turismo local com o nome Casa do “Arquipélago”, em homenagem ao romance homónimo de Joel Neto (Marcador, 2015). A unidade abre ao público esta segunda-feira, 1 de Agosto, e proporciona dois quartos sobre o mar, com piscina privada e varanda para o Monte Brasil, geografia recorrente no romance.

“Os Açores sempre foram uma terra de grande literatura, mas há décadas que não saía destas ilhas um livro com a importância de 'Arquipélago'. Voltámos a ocupar um espaço central a nível nacional. Achei que devia fazer-lhe esta singela homenagem”, justifica Carlos Meneses, o fundador.

A inauguração contou com a presença do escritor, que se disse “honrado e comovido”. Nascido e criado na Terceira, Joel Neto viveu 20 anos em Lisboa e regressou à ilha em 2012. Desde 2000, editou mais de uma dezena de livros, dos quais “A Vida no Campo” (2016), também com chancela Marcador, é o mais recente.

“Arquipélago”, lançado na Primavera de 2015 e agora imortalizado na dita unidade turística (disponível nomeadamente na plataforma Airbnb), chegou à quarta edição ao fim de outros tantos meses e mereceu o elogio da crítica e dos pares. “Excepcional”, escreveu João de Melo. “Obras de tão superior qualidade não acontecem todos os dias. Nem todos os anos. Notável.”"






Opinião: A Livraria dos Finais Felizes, de Katarina Bivald



A Livraria dos Finais Felizes,               de Katarina Bivald

Edição/reimpressão: 2016
Páginas: 528
Editor: Suma de Letras
  





Resumo: Se a vida fosse um romance, o da Sara certamente não seria um livro de aventuras. Em vinte e oito anos nunca saiu da Suécia e nenhum encontro do destino desarrumou a sua existência. Tímida e insegura, só se sente à vontade na companhia de um bom livro e os seus melhores amigos são as personagens criadas pela imaginação dos escritores, que a fazem viver sonhos, viagens e paixões. Mas tudo muda no dia em que recebe uma carta de uma pequena cidade perdida no meio do Iowa e com um nome estranho: Broken Wheel. A remetente é uma tal Amy, uma americana de 65 anos que lhe envia um livro. E assim começa entre as duas uma correspondência afetuosa e sincera. Depois de uma intensa troca de cartas e livros, Sara consegue juntar o dinheiro para atravessar o oceano e encontrar a sua querida amiga. No entanto, Amy não está à sua espera, o seu final, infelizmente, veio mais cedo do que o esperado. E enquanto os excêntricos habitantes, de quem Amy tanto lhe tinha falado, tomam conta da assustada turista (a primeira na história de Broken Wheel), Sara decide retribuir a bondade iniciando-os no prazer da leitura. Porque rapidamente percebe que Broken Wheel precisa de um pouco de aventura, uma dose de auto-ajuda e, talvez, um pouco de romance. Em suma, esta é uma cidade que precisa de uma livraria. E Sara, que sempre preferiu os livros às pessoas, naquela aldeia de poucas gente, mas de grande coração, encontrará amizade, amor e emoções para viver. E finalmente será a verdadeira protagonista da sua vida.




Rating: 3/5

Comentário: Este livro deixou-me curiosa. A capa era engraçada, a sinopse prometia uma narrativa divertida, sobre livros e pessoas, e a descoberta do mundo através das páginas e além delas.
Pareceu-me uma óptima leitura de verão e para desanuviar a cabeça de stresses e preocupações.
De todas as opiniões que li sobre ele, após término da leitura, há algo que é comum a todas: o facto de que existe uma espécie de divisória narrativa, que cria duas abordagens diferencias ao enredo.
Sarah é a condutora de ambas e permite definir uma imagem mais complementar sobre si, ainda que para isso se descure dos restantes em algumas situações que mereciam um detalhe mais atento. Mesmo que tratando-se de um livro para enternecer, a partir do momento em que se colocam elementos correspondentes a narrativas secundárias com alguma necessidade de profundidade, deixá-las ao abandono não é de todo uma boa solução.
A primeira parte do livro centra-se nesta estranha amizade interrompida, entre Sarah e Amy, cujas cartas colocadas no início de capítulo deram uma nuance muito pessoal e aconchegante, Quem nunca, enquanto leitor, vibrou com a possibilidade de discutir e sugerir livros, mesmo que com alguém que só conhecemos à distância? É esse o ponto de partida de uma deliciosa aventura, à qual Sarah se propõe não sem hesitar e com receio.
Embora perceba a construção da narrativa em volta desta personagem ao início, assim como o seu isolamento e refúgio algo exacerbado nos livros, confesso que em parte me irritou, porque me senti por vezes mais na presença de uma caricatura do que é um leitor do que o resto. Tudo o que é demais enjoa, assim também se aprende ao longo destas páginas, mas para alguém que adora livros como eu (ou não tivesse criado um blogue literário), a ideia de que eles dominem completamente a nossa vida, em que percamos a nossa identidade em detrimento de personagens e  aventuras, parece-me exagerado e pouco saudável. E até certas situações, que eu como leitura também vivo, apresentadas pelos olhos completamente (vidrados e) literários da Sarah me pareceram ridículos. Mais uma vez, não se trata da análise de amor e paixão por um hobby, mas que esse amor e paixão nos torne num ser uni dimensional.
Depois, esse amor por livros leva-a muitas vezes a fazer referências a outros - muitos clássicos - mas revelando-nos o enredo, e acabando por estragar a leitura a muitas pessoas que ainda não os leram. O facto de estarem publicados há dezenas ou centenas de anos não justifica ainda assim a enxurrada de spoilers por si trazidos.
Em continuidade, a segunda parte da narrativa revelou-se para mim mais interessante. Em primeiro lugar, porque finalmente temos acesso privilegiado a uma série de personagens secundárias diferentes que contribuem para a caricatura local e tornam o livro extremamente bem-disposto e divertido. Em segundo, porque ocorrem maiores interacções entre personagens, e porque vemos uma cidade florescer aos olhos de uma narrativa cómica e bem-disposta, onde tudo não é o que parece, mas que no seu conjunto folclórico, irrealista e até por vezes disparatado, vemos surgir um conjunto de pequenas histórias que se interligam mais ou menos, mas que demonstram que naquela cidadezinha decrepita, ignorada pelos seus pares, existem abelhinhas solitárias que divagam sobre sonhos e futuros, e que reafirmam que ainda que com um ar meio abandonado, Broken Wheel não está assim tão danificada que não fervilhe de vida, mesmo que seja sob a superfície.
Claro que o romance que se lhe juntou foi rápido, incoerente e irrealista, mas também não tenta ser outra coisa e sendo esse o objectivo deste livro, está extremamente bem conseguido, No fundo, é o famoso filme de domingo à tarde em versão literária, que contribui para colocar um sorriso no rosto e para fugir de uma realidade por vezes pouco luminosa.
Para finalizar, há que regressar à temática dos livros, uma vez que Katarina Bivald volta a uma teoria que acho mais do que interessante, uma das que apoio com certeza: o facto de que nem todos têm de gostar de ler, mas que muitos não gostam porque não acharam o seu nicho literário ainda. E que esse nicho não tem género ou idade, desde que nos satisfaça a curiosidade e desperte prazer. Foi portanto especial ver vários elementos da comunidade a descobrirem os seus livros, os seus géneros, e a quebrar barreiras e preconceitos sobre o que é que devemos ou não ler. Em última instância, um livro sobre livros nunca poderia ser mau!



Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.