domingo, 18 de março de 2012

A Profecia Romanov, de Steve Berry


Edição/reimpressão: 2006
Páginas: 428
Editor: Dom Quixote

Sinopse
No dia 16 de Julho de 1918 o czar Nicolau II e toda a sua família são executados a sangue-frio, mas quando em 1991 se exumam os seus restos mortais descobre-se que faltam os cadáveres de dois dos seus filhos. Hoje, após a queda do comunismo, o povo russo decide democraticamente regressar à monarquia. E o novo czar será escolhido entre os parentes afastados do antigo Nicolau II.
Quando o advogado americano Miles Lord é contratado para investigar um dos candidatos vê-se envolvido numa trama para descobrir um dos grandes enigmas da História: o que realmente aconteceu à família imperial.
A sua única pista é uma críptica mensagem nos escritos de Rasputine que anuncia que aquele cruel capítulo não será o único na lenda dos Romanov. As consequências desta profecia serão devastadoras para o futuro do czar e para a mãe Rússia, mas também para o próprio Miles.
in wook.pt


Confesso que a história de Anastasia sempre me atraiu, desde pequena, muito em parte devido à versão fantasiada que deu origem a um filme de animação aqui há uns anos. Depois disso fui vendo vários documentários e reportagens sobre ela e os Romanov, assim como sobre Rasputine. Por isso, quando deitei mãos a este livro, tive de o trazer comigo.

A narrativa é fluída e as acções sucedem-se com uma grande rapidez. Existe um equilíbrio bastante agradável entre factos passados e presentes, com bons elementos de conexão e passagem entre ambos, o que por vezes não se sucede em livros deste género. A possibilidade da existência de descendentes vivos da família Romanov nunca foi realmente desacreditada, nem mesmo por alguns historiadores, colocando-a no imaginário de muita gente. Essa possibilidade, à luz de uma suposta profecia de Raputine (criada apenas para o livro em causa) alegra toda a narrativa, levada a cabo por Miles, uma personagem que muitos julgariam insípida ao início mas que se foi revelando à altura dos acontecimentos, e contribuiu para uns momentos de acção bem passados.

Por outro lado, denoto aqui uma certa previsibilidade, não fiquei surpreendida pelo desfecho e até o consegui antever muito antes de lá chegarmos, o que se revelou algo cansativo por vezes. O esquema seguido é muito semelhante aos livros da actualidade deste género (exemplo d`"O Código da Vinci), faltando-lhe o elemento surpresa, já que tínhamos o herói que nunca tinha pensado em sê-lo, a mulher bonita que influencia o seguimento da narrativa, a sociedade secreta que os apoia e a que os repudia e tenta matar, etc etc etc.

Algumas das personagens foram inseridas na narrativa com um intuito e posteriormente deixadas para trás, sem qualquer nexo, e ficamo-nos a perguntar qual o seu papel aqui e o porquê de determinada inclusão, mas tirando isso é um óptimo livro para quem gosta de acção, policiais e thriller.

1 comentário:

  1. É uma chatice quando adivinhamos o fim dos livros a meio! =(

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